Ex-ministros de Jeanine Áñez pedem sua libertação e denunciam ‘tratamento desumano’

Ex-presidente boliviana está presa desde o dia 13 de março, acusada de promover um golpe de Estado e ter relação com atos de terrorismo
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Jeanine Áñez, ex-presidente da Bolívia, está presa desde o dia 13 de março
Jeanine Áñez, ex-presidente da Bolívia, está presa desde o dia 13 de março | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Presa há quase um mês sob a acusação de promover um golpe de Estado e ter relação com atos de terrorismo, a ex-presidente da Bolívia Jeanine Áñez recebeu neste domingo, 4, a solidariedade de dois de seus ex-ministros. A ex-chanceler do governo interino, Karen Longaric Rodriguez, defendeu a libertação de Áñez em uma mensagem publicada em seu perfil no Twitter.

Segundo a ex-ministra das Relações Exteriores da Bolívia, o tratamento dado a Áñez na prisão é “desumano”. “Já são três semanas da aberrante prisão da ex-presidente Jeanine Áñez. Repudiamos aqueles que a aprisionaram e também os que consentem e toleram esse tratamento ilegal, cruel, desumano e degradante. Liberdade para Áñez!”, escreveu Rodriguez.

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O ex-ministro da Defesa Fernando López Julio também usou as redes sociais para se manifestar contra a detenção da ex-líder boliviana. “Ausência total de valores democráticos, abusos de poder, perseguição aos nossos símbolos nacionais, à ex-presidente, membros das Forças Armadas, Polícia Nacional e perseguição a quem pensa diferente”, afirmou.

Em carta recente escrita da prisão, Áñez já havia relatado que sofreu ameaças. “Levaram minha liberdade e agora atentam contra minha saúde. Decidiram não deixar que eu fosse examinada por médicos independentes, mesmo indo contra uma ordem judicial que pede meu traslado imediato para uma clínica”, denunciou a ex-presidente.

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Em dezembro de 2019, a Organização dos Estados Americanos (OEA) revelou que o então presidente e candidato à reeleição, Evo Morales, havia fraudado o pleito. Um relatório de quase 100 páginas descreveu violações, incluindo o uso de um servidor de computador secreto concebido para fazer a votação pender para Morales. Pressionado pelos militares, Evo fugiu do país. Na sequência, uma avalanche de demissões entre os sucessores previstos pela Constituição deram a Áñez a Presidência da República. Ela era vice-presidente do Senado.

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