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FDA proíbe venda de cigarros eletrônicos da marca Juul nos EUA

A marca não forneceu dados suficientes para comprovar a segurança dos dispositivos

Cigarros eletrônicos
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A agência norte-americana reguladora de medicamentos (FDA, na sigla em inglês) suspendeu nesta quinta-feira, 23, as vendas dos produtos da Juul Labs Inc, fabricante de cigarros eletrônicos. A organização, que desempenha papel semelhante à Anvisa do Brasil, optou pela proibição porque a marca não forneceu dados suficientes para comprovar a segurança de seus dispositivos.

Em nota ao jornal The New York Times, a Juul afirmou que recorrerá à Justiça para inserir de volta os cigarros eletrônicos no mercado. Em 2018, a empresa foi alvo de investigações, por causa de seus anúncios que mostravam o vape, nome popular do produto, sendo usado por jovens.

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Cigarro eletrônico
Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

“Continuamos comprometidos em fazer tudo ao nosso alcance para continuar atendendo aos milhões de fumantes adultos norte-americanos que usaram com sucesso nossos produtos para deixar de fumar cigarros combustíveis”, defendeu a Juul, depois da decisão da FDA.

Os EUA são um dos países que mais consomem cigarros eletrônicos. Ao todo, mais de 12% dos adultos (cerca de 30 milhões de pessoas) costumavam fumar esses dispositivos em 2020, de acordo com informações mais recentes do governo. Dados divulgados em março deste ano pela Altria Group Inc, segunda maior empresa de tabaco do mundo, revelaram que existem atualmente 13 milhões de usuários do vape no país.

Brasil

Apesar de serem proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, os cigarros eletrônicos não saíram de moda. Cerca de 19% dos indivíduos na faixa dos 18 a 24 anos no Brasil utilizam esses dispositivos, de acordo com um relatório da Covitel, um inquérito de vigilância sobre doenças crônicas não transmissíveis, emitido pela Umane, uma associação civil de promoção à saúde. 

“O nível de níquel nos usuários de cigarro eletrônicos é de duas a 100 vezes maior do que em usuários de cigarro convencional”, disse o professor Paulo César Corrêa, coordenador da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). “É um produto cancerígeno que está relacionado a câncer de pulmão.”

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