Fotógrafo brasileiro é criticado por capa da Vogue britânica

"Transformar essas modelos negras em um estranho quadro saído de um filme de terror pareceu instintivamente errado"
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Foto: divulgação Vogue UK
Foto: divulgação Vogue UK

A capa da mais recente edição britânica da revista Vogue, que deveria homenagear a beleza da mulher negra, foi duramente criticada por quem deveria se sentir homenageada — mulheres africanas.

A capa, que reuniu modelos negras, foi fotografada pelo “afro-brasileiro” Rafael Pavarotti. A foto impressionou pela escuridão e tristeza. “A iluminação, o styling e a maquiagem, que propositalmente exageraram os tons de pele já escuros das modelos, reduziram seus diferenciais e apresentaram um visual homogeneizado”, criticou Stephanie Busari, editora da CNN na Nigéria. “Essa foi a melhor maneira de celebrar a beleza negra? Não teria sido melhor deixar transparecer sua beleza natural e única?”

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A escritora Natasha Akua, da república africana de Gana, escreveu em sua conta no Instagram: “Quando vi, fiquei imediatamente chocada… Sinto que sei que declaração ele estava tentando fazer visualmente, mas transformar essas modelos negras em um estranho quadro saído de um filme de terror pareceu instintivamente errado”.

Foto: divulgação Vogue UK

O comediante sul-sudanês Akau Jambo resumiu sua indignação: “Isso não é arte, isso é pornografia de pele preta. Fetiche negro. Isso é o que eles fazem com modelos do Sudão do Sul, para contar uma história sobre a África, e as pessoas estão dizendo que não entendemos a perspectiva do artista; mas você pode contar uma história e projetar uma narrativa falsa. Nós não queremos que vocês façam de nós os negros que vocês querem que a gente seja. Queremos ser o que somos.”

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14 comentários Ver comentários

  1. Não gostei da foto. Está muito triste e soturna. Nós negros estamos longe de sermos tristes. Fossem os fotógrafos brasileiros teria sido uma capa lindíssima e bastante alegre! A próxima vez contratem um fotógrafo brasileiro!

    1. Leia, está no texto do artigo: “A capa, que reuniu modelos negras, foi fotografada pelo “afro-brasileiro” Rafael Pavarotti.”

  2. Se tá claro é que tao querendo transformar as pretas em brancas. Se ta escuro, nao reflete a beleza da mulher preta pq querem transformar wm uma zumbi preta. Dica dificil de acertar.
    Eu gostei bastante da foto. Bem fora da mesmice

  3. Quer ver preta bonita/gostosa?? Vai no YouTube e assista Jerusalema dançada na Africa. Minha mãe preta dizia: eu sou preta mas não gosto de preto. Pode?

  4. Gostei da foto com a modelo sentada (aparência da modelo, roupa, iluminação, combinação das cores). Pra mim, remete àquelas esculturas de bronze do famoso escultor francês Rodin. Já, não gostei da outra foto. Mas penso que as modelos africanas, ou de origem africana, bem como o fotógrafo, têm o direito de desenvolver o trabalho como proposto. Se fossem todos brancos, e a foto com cores claras, imagem esbranquiçada, o fotógrafo estaria sendo criticado por não valorizar “pessoas brancas”, por discriminação ou qualquer forma de imposição ? Creio que não.

  5. Como “euro-brasileiro” (?) não apreciei a foto do “afro-brasileiro” (?) Rafael Pavarotti. Agora, como curioso (digamos assim) da arte das imagens eu suponho que o fotógrafo deve ter imaginado que se ele iluminasse demais as modelos “afro” elas poderiam revelar uma aparência espantosa, inacreditável, insuspeitadamente “euro”, talvez “sino”, ou “nipo”… quem sabe?

  6. Interagir com os pretos tornou-se algo perigoso. O que quer que se faça, aqui ou ali, é grande o risco daquilo cair na malha-fina implacável de uma militância preta, que nada tem de pobre e favelada. Antes, é rica, preconceituosa, racista e elitista. E, então, saem a dizer que o miscigenado é um impuro, fruto que foi, e é, do estupro que, sabe-se como, perpetua-se desde sempre. É uma academia irresponsável essa. Uma militância odiosa, raivosa, sedenta pela proposição da guerra. Esqueceram, porque lhes convém, que a escravidão precede a experiência portuguesa e inglesa na África Subsaariana. Esqueceram da enorme inteligência, elegância, estilo, coração, tecnologia, gingado, gastronomia, beleza, religiosidade. Esqueceram tudo o que os pretos agregaram ao nosso Brasil, que, sem eles, não seria nem um quarto do que é. Esqueceu de tudo essa militância raivosa.

  7. Tá aí a prova que a educação Paulo Freire acabou com a criatividade que até então o Brasileiro tinha pra fazer arte. De 2000 pra cá acabou a criatividade em TODOS os setores da arte.

  8. Foto muito bonita. Essa petralhada da CNN quer os pretos e pretas como animaizinhos para eles manipularem. É horroroso fazer isso com seres humanos. Mas todos já perceberam os objetivos. Esses comunas não podem mais usar as raças das pessoas como palanque para maldades. Brancos, pretos, pardos, asiáticos, indios etc. não mais se deixarão levar por politicagem maldosa.

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