Gigante do turismo é acusado de fechar negócio com Cuba para explorar mão de obra

Mais de mil profissionais fizeram a denúncia
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Esquema se assemelha ao programa Mais Médicos
Esquema se assemelha ao programa Mais Médicos | Foto: Gabrielmbulla/Pixabay

O gigante dos cruzeiros MSC Malta Seafarers Company Limited foi acusado de explorar mão de obra em parceria com Cuba. Formalizada na terça-feira 25, a denúncia veio das ONGs Prisoners Defenders e Cadal.

Conforme documentos, a empresa de cruzeiros MSC Malta Seafarers Company Limited, gigante do setor privado, contrata profissionais por meio de um agente cubano, a companhia Selecmar. O objetivo seria o trabalho forçado.

Mais de mil profissionais que fizeram a denúncia revelaram que a Selecmar estava autorizada a tomar até 80% do salário-base dos cubanos (entre US$ 77 e US$ 95 dólares). Funcionários filipinos também teriam sofrido abusos.

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O modus operandi da MSC envolvia a retenção do passaporte dos trabalhadores, de modo a impedir fugas, segundo a denúncia — caso elas ocorressem, a MSC teria de pagar US$ 10 mil de multa para a ditadura cubana.

A denúncia de ontem faz coro com uma acusação penal envolvendo 110 depoimentos de pessoas em regime de trabalho escravo, apresentada para a Organização das Nações Unidos e para a Corte Penal Internacional, em 2019.

Mercado negro do turismo de Cuba

Segundo o relatório das ONGs, o regime comunista de Cuba obtém US$ 8,5 bilhões por ano enviando marinheiros, engenheiros, médicos, músicos, artistas, entre outros profissionais para “missões no exterior”.

Mais de 40 mil cubanos já deixaram essa vida. Eles, contudo, ficam proibidos de voltar para a ilha por oito anos. A norma faz com que entre 5 mil e 10 mil pais não possam ver seus filhos.

Missões como essa se assemelham ao programa Mais Médicos. Em 2019, um grupo de médicos cubanos denunciou, na Assembleia Geral da ONU, a “escravidão” durante as missões internacionais do governo.

Os médicos disseram que tinham de entregar quase todo o salário a Cuba. Além da denúncia, os profissionais apresentaram um processo em uma Corte de Miami contra a Organização Panamericana de Saúde (Opas).

Quando atuaram no Brasil, os médicos disseram que, a cada dólar que o Brasil pagava pelos serviços, a Opas enviava 85% a Cuba, entre 5% e 10% aos médicos e ficava com os 5% restantes.

Nota da MSC Cruzeiros

“As contratações de funcionários cubanos por meio da agência Selecmar são uma exigência das autoridades cubanas. As regras e condições são aplicadas a todas as empresas de navegação ao contratar tripulantes cubanos. Desde o início da pandemia, a MSC Malta não contratou nenhum tripulante cubano.

A indústria de transporte marítimo é um setor altamente regulado e a Companhia segue a jurisdição requerida para os contratos de trabalho. Os passaportes dos tripulantes de todas as nacionalidades são mantidos com a administração do navio por razões imigratórias e logísticas. As autoridades dos portos em que os navios operam verificam os documentos originais e todos devem estar disponíveis assim que exigidos. Essa é uma prática comum do setor.”

Leia também: “A verdade ressuscitada”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 71 da Revista Oeste

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8 comentários Ver comentários

  1. É o mesmo modos operante que nos campos de concentração da segunda guerra mundial…..muitos laboratórios mundialmente conhecidos, compravam mão de obra e cobaias humanas também, para fazerem experimentos de seus medicamentos…e até uma fabricante de automóveis também muito conhecida até hoje compravam mão de obra barata nos campos de concentração..dos nazistas…isto é a humanidade…

  2. Por aqui dizem que são retidos 45% do salário por meio de impostos diretos e indiretos, principalmente, e a turma não se cansa de reclamar. Já naquela infame ditadura, são retidos 80% dos ganhos do cidadão e mesmo assim eles devem achar muito bom, pois podem ter ao menos algo para comer que eles não conseguem naquela ilha-prisão. E depois ainda vemos um monte de uns sem noçao a defender o tal do socialismo que não passa de uma ditadura de uma elite corrupta e exploradora de trabalho escravo.

  3. Minha sugestão ao governo cubano é adotar nossos artistas órfãos da Lei Rouanet… levem-nos para Cuba e coloquem eles para fazer esse tipo de “missão”.

  4. Caramba, que paraíso, né? No capitalismo, o homem é explorado pelo homem; no socialismo cubano, é o contrário. Fica aí a lembrança para outubro desse ano…

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