Uma nova ordem executiva assinada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializa a classificação do movimento antifa como “organização terrorista doméstica”, conforme anúncio oficial da Casa Branca na segunda-feira 22. O mandatário já havia sinalizado a intenção de tomar essa decisão em publicação feita na Truth Social no dia 17.
No comunicado oficial, Trump afirmou que o antifa “luta pela derrubada do governo dos Estados Unidos, das forças de segurança e do sistema judiciário”.
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“[O antifa] recorre a meios ilegais para organizar e conduzir uma campanha de violência e terrorismo em todo o país com o objetivo de alcançar essas metas”, diz o texto divulgado pela Casa Branca.
Detalhes da ordem executiva de Trump

A ordem detalha ainda que esse grupo “recruta, treina e radicaliza jovens norte-americanos para participarem dessa violência e da supressão da atividade política, utilizando depois mecanismos elaborados para esconder a identidade de seus integrantes, ocultar suas fontes de financiamento e operações, numa tentativa de frustrar a atuação das autoridades, e recrutar novos integrantes”, como consta no documento.
Trump determinou que órgãos e agências do governo federal passem a “investigar, interromper e desmantelar toda e qualquer operação ilegal — especialmente aquelas que envolvem ações terroristas— conduzida pela Antifa”.
A medida impacta coletivos que se declaram “antifascistas”, movimento que não possui estrutura centralizada de liderança. Em 2020, Christopher Wray, então diretor do Federal Bureau of Investigation (FBI) durante o primeiro mandato de Trump, declarou que o antifa representa uma ideologia, e não uma organização formalizada.
O que é o antifa
Trump fez o anúncio dias depois do assassinato de Charlie Kirk, fundador da organização conservadora Turning Point USA e aliado próximo do republicano.
Setores da direita norte-americana apontam para o antifa como um dos principais responsáveis por fomentar o clima de hostilidade contra lideranças conservadoras. A morte de Kirk, somada a episódios de ataques violentos em protestos, fortaleceu o discurso de que o movimento antifascista é grupo de militância radical. Seus integrantes já foram ligados a confrontos violentos em manifestações no país, especialmente durante os protestos contra a morte de George Floyd, em 2020.
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O termo antifa — abreviação de “antifascista” — não se refere a uma organização formal, mas a um movimento descentralizado de células radicais que atuam principalmente em protestos de rua. Seus integrantes se notabilizaram pelo uso da violência contra opositores políticos, destruição de patrimônio público e ataques coordenados contra forças policiais.
Nos Estados Unidos, a legislação sobre terrorismo prevê a classificação de organizações estrangeiras, não de grupos domésticos. O que existe é a possibilidade de órgãos como o FBI e o Departamento de Justiça investigarem ameaças domésticas à segurança nacional e processarem indivíduos por crimes relacionados a terrorismo (conspiração, uso de explosivos e ataques contra autoridades).






































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