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Hamas usa imagem de reféns como ameaça em meio à ofensiva de Israel em Gaza

Grupo terrorista identifica todos os 46 sequestrados como Ron Arad, navegador israelense desaparecido desde 1988 — sugerindo que as vítimas podem simplesmente ‘sumir’

sequestrados Hamas
Na montagem, cada fotografia é acompanhada do nome de Ron Arad, símbolo histórico em Israel da luta por repatriar soldados desaparecidos | Foto: Divulgação/Hamas

O grupo terrorista Hamas divulgou neste sábado, 20, uma série de imagens de propaganda nas quais apresenta os 46 reféns ainda mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza com o nome de Ron Arad — navegador da Força Aérea israelense desaparecido desde 1988. 

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A imagem divulgada pelo Hamas sugere, ao relacionar os sequestrados a Ron Arad, que as vítimas podem ter o mesmo destino dele: desaparecer sem retorno. A publicação ocorre no momento em que Israel avança com a ofensiva terrestre contra a Cidade de Gaza.

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Na montagem, cada fotografia é acompanhada do nome de Arad, símbolo histórico em Israel da luta por repatriar soldados desaparecidos. As informações são dos jornais AFP e The Times of Israel.

A legenda responsabiliza o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu por ter rejeitado um acordo de cessar-fogo e acusa o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, Eyal Zamir, de agir com “submissão” ao executar a ordem de ocupar Gaza.

“Uma fotografia de despedida feita no início da operação em Gaza… Devido à teimosia de Netanyahu e à submissão de Zamir”, escreveram as Brigadas Ezedin al-Qassam, braço armado do Hamas, no Telegram.

Reféns de Israel sob domínio do Hamas

De acordo com autoridades israelenses, dos 251 sequestrados em 7 de outubro de 2023, 20 ainda estariam vivos, 26 foram confirmados mortos e há dúvidas sobre a condição de outros dois. Entre os corpos em poder do Hamas está o de um soldado morto em combate em 2014. 

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Ao todo, oito reféns foram resgatados com vida e 51 corpos recuperados — incluindo três israelenses mortos por engano pelas próprias tropas ao tentarem escapar do cativeiro.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, durante coletiva de imprensa nesta terça-feira, 16 | Foto: Captura de tela/ X

Trocas e negociações

O histórico de negociações mostra o peso do impasse. Desde o início da guerra, o Hamas libertou 105 civis durante uma trégua de uma semana em novembro de 2023, além de 30 reféns entre janeiro e março de 2024 — incluindo israelenses, soldados e estrangeiros. 

Um cidadão americano-israelense foi solto em maio como “gesto” político. Israel, em contrapartida, liberou cerca de 2 mil prisioneiros palestinos, entre terroristas condenados e suspeitos de envolvimento em ataques.

O novo anúncio das imagens dos sequestrados ocorre enquanto o Exército de Israel avança sobre Gaza depois de semanas de bombardeios aéreos. Milhares de moradores fugiram da cidade, que se tornou o epicentro da operação militar.

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1 comentário
  1. Rubem B.
    Rubem B.

    Os Terroristas do Hamas nascem covardes, crescem covardes, e morrem covardes. Simples assim.

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