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Hezbollah segue ativo no sul do Líbano

Informação é de entidade de inteligência, com base na movimentação na região depois das incursões israelenses e do cessar-fogo no fim de 2024

Hezbollah Líbano ativo
Hezbollah entrou na guerra ao lado do Hamas | Foto: Reprodução/Unplash

O Hezbollah, grupo terrorista apoiado pelo Irã, mantém sua presença armada e estrutura militar no sul do Líbano, mesmo depois dos intensos ataques israelenses realizados principalmente em 2024.

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As informações são da Alma Research, entidade especializada em inteligência militar no norte de Israel.

As ofensivas israelenses foram motivadas pela tentativa de desmantelar a infraestrutura militar do grupo, que inclui túneis subterrâneos usados para movimentação de armas e combatentes, além de lançamentos frequentes de projéteis.

Segundo a Alma, cerca de um terço das casas em vilarejos xiitas no sul do Líbano são usadas para armazenar armas e lançar foguetes contra Israel.

Durante as operações recentes, Israel destruiu dezenas de entradas desses túneis e diversas instalações do Hezbollah, mas o grupo continua ativo e resiliente, garante a Alma.

Além disso, o Hezbollah conta com apoio da população local e infiltrações nas forças armadas libanesas, o que dificulta o controle do governo libanês sobre o território.

O cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah entrou em vigor em 27 de novembro de 2024, depois de meses de intensos confrontos em função dos ataques do Hamas a Israel em outubro de 2023.

O Hezbollah, mesmo xiita, iniciou ataques em solidariedade ao grupo terrorista de Gaza, essencialmente sunita.

O acordo foi assinado por Israel, Líbano e cinco países mediadores, incluindo os Estados Unidos (EUA), e estabeleceu uma pausa de 60 dias nas hostilidades.

O acordo determinou que as forças israelenses se retirassem do sul do Líbano, enquanto o Hezbollah deveria deslocar suas forças e armamentos pesados para norte do rio Litani.

Além disso, o exército libanês assumiria o controle da região, com apoio de uma força de paz internacional liderada pelos EUA e França.

Apesar do cessar-fogo, houve violações de ambas as partes, admite a Alma. Israel acusa o Hezbollah de movimentações militares no sul do Líbano, enquanto o grupo libanês alega que Israel não cumpriu totalmente sua retirada da região.

“Desde o início do cessar-fogo, Israel vem realizando ataques diários em resposta a ameaças e violações dos termos do acordo por parte do Hezbollah”, relata a entidade.

“Os alvos dos ataques são locais militares do Hezbollah, bem como integrantes da organização (eliminação de militantes).”

Os meses de dezembro de 2024 e de março de 2025 registraram os maiores números de ataques israelenses desde o início do conflito, relata a entidade. Em dezembro, foram contabilizadas 84 ofensivas; em março, outras 80.

Em ambos os períodos, os ataques aconteceram, segundo a Alma, em resposta a lançamentos de foguetes do território libanês contra Israel.

Combatentes do Hezbollah

Desde o anúncio do cessar-fogo, já foram identificadas 84 eliminações confirmadas de integrantes do Hezbollah. Vale destacar que as Forças de Defesa de Israel (FDI) declaram que este número pode ser ainda maior.

Leia mais: “Hezbolíbano: como um grupo terrorista tomou conta de um país”

A estimativa oficial é de mais de 140 combatentes mortos. No entanto, esse levantamento mais preciso leva em conta apenas os casos divulgados com nome e função confirmados.

Os militantes mortos atuavam em diversas frentes: reconstrução de infraestrutura militar, reorganização operacional, coleta de inteligência, planejamento de atentados e transporte de armamentos.

Os analistas da Alma consideram que estes dados evidenciam que, mesmo durante o período de trégua formal, o Hezbollah mantém atividades militares de forma sistemática e coordenada.

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