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Peru encerra apuração e confirma eleição de Keiko Fujimori

Candidata conservadora vence Roberto Sánchez por quase 50 mil votos de diferença

Keiko Fujimori é a candidata conservadora nas eleições do Peru | Foto: Reprodução/Instagram
Keiko Fujimori foi a candidata conservadora nas eleições da Presidência do Peru; no segundo turno, ela superou o esquerdista Roberto Sánchez | Foto: Reprodução/Instagram

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Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru em 29 de junho de 2026, depois de derrotar Roberto Sánchez no segundo turno das eleições realizadas em 7 de junho, com 50,135% dos votos válidos, uma diferença de menos de 50 mil votos. Esta é a quarta tentativa de Keiko, que já havia concorrido em 2011, 2016 e 2021. Durante a campanha, ela focou em segurança pública, economia e controle migratório. A eleição ocorre em um contexto de instabilidade política no país, que teve nove presidentes em dez anos.

A candidata conservadora Keiko Fujimori foi eleita presidente do Peru nesta segunda-feira, 29, depois de derrotar Roberto Sánchez, de esquerda, no segundo turno da eleição presidencial, realizada há três semanas, em 7 de junho. Com a vitória, a líder do Fuerza Popular chega ao Palácio do Governo em sua quarta tentativa presidencial.

Com 100% das atas contabilizadas pela órgão responsável pela organização e contagem dos votos no Peru, Keiko obteve 50,135% dos votos válidos, contra 49,865% de Sánchez. A diferença entre os dois candidatos ficou abaixo de 50 mil votos.

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A eleição marca o desfecho de uma trajetória eleitoral iniciada em 2011. Naquele ano, Keiko, então candidata do Fuerza, avançou ao segundo turno, mas perdeu para Ollanta Humala depois de obter aproximadamente 48% dos votos válidos, contra cerca de 51% do adversário.

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Cinco anos depois, em 2016, Keiko voltou a disputar a Presidência pelo mesmo partido. Na ocasião, liderou o primeiro turno com aproximadamente 39,8% dos votos, mas foi derrotada no segundo turno por Pedro Pablo Kuczynski por uma das menores margens da história política recente do país: 49,8% contra 50,1%.

Em 2021, a política voltou ao segundo turno, desta vez contra Pedro Castillo. A disputa também terminou de forma apertada. Keiko obteve cerca de 49,8% dos votos, enquanto Castillo alcançou aproximadamente 50,1%, com diferença final de cerca de 44 mil votos.

Agora, em 2026, Keiko rompe a sequência de derrotas e alcança a Presidência depois de liderar o primeiro turno com cerca de 17% dos votos, o equivalente a 2,8 milhões de eleitores. Ela assumirá a Presidência em 28 de julho.

Durante a campanha de 2026, Keiko concentrou sua plataforma em segurança pública, combate ao crime e retomada da estabilidade institucional. Entre as principais promessas estiveram a construção de presídios de segurança máxima, expansão de sistemas de videomonitoramento com inteligência artificial, bloqueio de sinais de celular em prisões e atuação conjunta das Forças Armadas e da Polícia Nacional no enfrentamento ao crime organizado.

Na economia, a presidente eleita defendeu redução de burocracia, incentivos ao investimento privado, responsabilidade fiscal e medidas para acelerar projetos de mineração legal. Também prometeu ampliar programas de telemedicina, reforçar políticas sociais e endurecer o controle migratório, incluindo expulsão de estrangeiros em situação irregular ou com antecedentes criminais.

Quarta tentativa leva Keiko ao poder no Peru

Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, que governou o Peru de 1990 e 2000, Keiko é descrita como a principal herdeira política do pai. Ela lidera o Fuerza Popular desde a fundação da legenda.

Antes das disputas presidenciais, ela foi eleita congressista por Lima com mais de 600 mil votos, número apontado como recorde à época.

Ao longo da última década, consolidou-se como principal liderança do chamado fujimorismo, corrente política associada ao legado do pai. Entre os elementos frequentemente relacionados ao período do governo do ex-presidente estão a estabilização econômica e o combate à guerrilha Sendero Luminoso.

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A eleição ocorre em meio a um período de instabilidade política no Peru. Em dez anos, o país teve nove presidentes, cenário marcado por renúncias, impeachments, conflitos entre Executivo e Congresso e sucessivas crises institucionais.

Entre os episódios recentes está a tentativa do então presidente Castillo de dissolver o Congresso, em 2022, movimento que antecedeu sua destituição. O país também enfrentou mudanças frequentes no comando do Executivo, além do uso recorrente do mecanismo de “incapacidade moral permanente”, instrumento utilizado pelo Congresso peruano para remover presidentes do cargo.

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