Inflação salta para 10% no Reino Unido e país teme recessão

Alta dos preços dos alimentos teve o maior impacto
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Alimentos, ração para animais e produtos básicos tiveram os maiores aumentos
Alimentos, ração para animais e produtos básicos tiveram os maiores aumentos | Foto: Reprodução/Pixabay

A inflação anual no Reino Unido saltou em julho para 10,1%, a mais alta dos últimos 41 anos no país, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira, 17, pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês). O aumento da inflação se deve principalmente à alta dos preços dos alimentos, informou o ONS.

O economista-chefe do ONS, Grant Fitzner, disse que os aumentos de preços foram generalizados no mês passado, mas os maiores índices foram observados nos alimentos, “especialmente produtos de padaria, laticínios, carnes, legumes e refeições para viagem”, detalhou.

Itens básicos, como ração para animais domésticos, papel higiênico e escovas de dentes, também sofreram impacto, assim como o transporte aéreo, cuja demanda aumentou com o verão e as férias escolares.

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A inflação já estava em 9,4% ao ano em junho, e especialistas acreditam que a taxa poderá chegar a 13% em outubro, quando são esperados aumentos drásticos nos preços da energia, em razão da crise no fornecimento gerada pela invasão da Ucrânia pela Rússia, que poderá se intensificar com o clima mais frio e o aumento da demanda.

A inflação alta está acabando com o poder de compra dos britânicos em velocidade recorde, que caiu 3% no segundo trimestre, informou o ONS. Mas outras consequências já estão sendo sentidas: o Produto Interno Bruto (PIB) britânico contraiu 0,1% no segundo trimestre, o que pode indicar uma recessão no fim do ano.

“Entendo que os tempos são difíceis e as pessoas estão preocupadas com os aumentos de preços que os países do mundo estão enfrentando”, afirmou o ministro das Finanças, Nadhim Zahawi, mencionando o pacote de apoio de £ 37 bilhões anunciado pelo governo.

Para muitos, no entanto, as medidas governamentais são insuficientes, e as críticas, no clima de campanha para a escolha do novo primeiro-ministro, sucessor de Boris Johnson, aumentam a cada dia.

O Banco da Inglaterra, que já elevou suas taxas de juros várias vezes desde 2021, na tentativa de acalmar a inflação, anunciou no início de agosto um aumento de meio ponto porcentual em suas taxas-chave, o maior aumento desde 1995.

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