A tensão diplomática entre Estados Unidos (EUA) e Irã voltou a aparecer no esporte antes do sorteio da Copa do Mundo, de futebol, de 2026. O sorteio será realizado em 5 de dezembro no Kennedy Center, em Washington, D.C., EUA, país que sediará o Mundial ao lado de Canadá e México.
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O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano já vinha alertando para possíveis negativas de visto, depois de episódios recentes em que representantes do país foram impedidos de entrar nos EUA.
Foram os casos da equipe de polo, que não pôde disputar o Mundial, e de diplomatas barrados a caminho da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas, em Nova York.
Também houve problemas individuais. O atacante Mehdi Taremi, então na Inter de Milão, não conseguiu participar do Mundial de Clubes da Fifa nos EUA, em 2025. A dificuldade, porém, não foi documental: ataques a Israel levaram ao fechamento do espaço aéreo iraniano, impossibilitando sua saída do país.
Mesmo assim, parte da delegação recebeu aprovação. Segundo o jornal Varzesh 3, apenas quatro nomes obtiveram visto: o técnico Amir Ghalenoei, o diretor-executivo Mehdi Kharati, o dirigente de relações internacionais Omid Jamali e o porta-voz Amir Mehdi Alavi. O presidente da federação, Mehdi Taj, está entre os que tiveram a entrada recusada.
Foi Alavi quem confirmou que o Irã ficará fora do evento. Em entrevista à TV estatal, ele afirmou ter comunicado a Fifa sobre a ausência e criticou a decisão norte-americana. “Informamos à Fifa de que as decisões tomadas não estão relacionadas com o esporte e que os membros da delegação iraniana não participarão do sorteio do Mundial”, declarou.
EUA e Irã acumulam décadas de divergências
As divergências entre EUA e Irã remontam à revolução iraniana de 1979, quando, ao se tornar uma república islâmica comandada por um governo radical, o país se afastou da aliança com os norte-americanos.
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Desde então, disputas sobre influência regional, patrocínio a milícias, política externa e o programa nuclear têm gerado hostilidade. Os EUA têm acusado o Irã de buscar armas nucleares, algo que Teerã nega, dizendo que seu programa tem fins civis. Ainda assim, a suspeita internacional e sucessivas sanções alimentaram esse ciclo de desconfiança.
Com a certeza de que o país estava próximo de produzir armas nucleares, Israel, entre 12 e 23 de junho, lançou uma série de ataques aéreos contra dezenas de alvos iranianos, entre eles instalações nucleares dos complexos Natanz, Fordow e Isfahan.
As operações serviram para interromper o que o governo israelense considerava um processo muito próximo de ser concluído. Tais operações contaram com a contribuição dos EUA.
Em complemento aos ataques israelenses, os EUA realizaram bombardeios a três complexos nucleares iranianos — Fordow, Natanz e Isfahan — com as chamadas bombas bunker-buster e mísseis de cruzeiro, que conseguiram alcançar instalações subterrâneas profundas e inacessíveis.






































Ah, pensei que vc boicotar a Copa do Mundo….🤗