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Irã retoma diálogos diretos com os EUA em meio ao conflito no Oriente Médio

Mensagens enviadas pelo chanceler Abbas Araghchi ao emissário Steve Witkoff revelam tentativas de negociação

Abbas Araqchi, chanceler do Irã
Abbas Araqchi, chanceler do Irã | Foto: Reprodução/Flickr

O governo dos Estados Unidos e o regime do Irã reativaram canais de comunicação direta nos últimos dias, rompendo o isolamento diplomático estabelecido desde o início das hostilidades militares. Fontes ligadas à Casa Branca confirmaram ao portal Axios que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, enviou mensagens de texto ao emissário norte-americano Steve Witkoff. O conteúdo das interações foca a busca por uma saída para a guerra, embora o governo persa negue publicamente qualquer contato com a gestão Trump.

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O presidente Donald Trump comentou a situação nesta segunda-feira, confirmando que autoridades iranianas tentam abrir frentes de diálogo. “Eles querem um acordo”, declarou o republicano a jornalistas, embora tenha ressaltado a incerteza sobre a legitimidade dos interlocutores, dada a desordem no comando de Teerã. Trump mencionou que a cúpula do país asiático enfrenta um vácuo de poder, citando a ausência do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, que pode estar morto ou incapacitado depois de ataques recentes.

Chanceler do Irã negou a comunicação

A diplomacia norte-americana enxerga em Araghchi um canal viável por ser um rosto conhecido e um sobrevivente na hierarquia local. Relatos revelam que o chanceler coordena as mensagens com Ali Larijani, que assumiu o comando civil de fato no Irã. Do lado norte-americano, a postura é de pragmatismo: assessores graduados afirmam que Trump aceitaria um pacto que permita ao Irã comercializar petróleo e se integrar ao mercado global, desde que exigências de “reparações” financeiras sejam descartadas e Washington não precise recuar em suas posições de força.

Teerã tenta sustentar uma narrativa de resistência. Araghchi utilizou a rede social X para classificar as notícias de contato como “manobras para enganar o mercado de petróleo”, alegando que a diplomacia morreu logo que os EUA apoiaram investidas militares contra o território iraniano. Contudo, oficiais norte-americanos rebatem a versão, assegurando que o próprio ministro iniciou a troca de mensagens. O regime exige garantias de paz permanente para interromper os combates, temendo que uma trégua temporária sirva apenas para Israel e Estados Unidos reorganizarem suas tropas.

Leia também: “Israel elimina comandante da milícia ideológica do Irã”

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