O governo dos Estados Unidos e o regime do Irã reativaram canais de comunicação direta nos últimos dias, rompendo o isolamento diplomático estabelecido desde o início das hostilidades militares. Fontes ligadas à Casa Branca confirmaram ao portal Axios que o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, enviou mensagens de texto ao emissário norte-americano Steve Witkoff. O conteúdo das interações foca a busca por uma saída para a guerra, embora o governo persa negue publicamente qualquer contato com a gestão Trump.
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O presidente Donald Trump comentou a situação nesta segunda-feira, confirmando que autoridades iranianas tentam abrir frentes de diálogo. “Eles querem um acordo”, declarou o republicano a jornalistas, embora tenha ressaltado a incerteza sobre a legitimidade dos interlocutores, dada a desordem no comando de Teerã. Trump mencionou que a cúpula do país asiático enfrenta um vácuo de poder, citando a ausência do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, que pode estar morto ou incapacitado depois de ataques recentes.
Chanceler do Irã negou a comunicação
A diplomacia norte-americana enxerga em Araghchi um canal viável por ser um rosto conhecido e um sobrevivente na hierarquia local. Relatos revelam que o chanceler coordena as mensagens com Ali Larijani, que assumiu o comando civil de fato no Irã. Do lado norte-americano, a postura é de pragmatismo: assessores graduados afirmam que Trump aceitaria um pacto que permita ao Irã comercializar petróleo e se integrar ao mercado global, desde que exigências de “reparações” financeiras sejam descartadas e Washington não precise recuar em suas posições de força.
Teerã tenta sustentar uma narrativa de resistência. Araghchi utilizou a rede social X para classificar as notícias de contato como “manobras para enganar o mercado de petróleo”, alegando que a diplomacia morreu logo que os EUA apoiaram investidas militares contra o território iraniano. Contudo, oficiais norte-americanos rebatem a versão, assegurando que o próprio ministro iniciou a troca de mensagens. O regime exige garantias de paz permanente para interromper os combates, temendo que uma trégua temporária sirva apenas para Israel e Estados Unidos reorganizarem suas tropas.
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