Israel realizou, nesta segunda-feira, 6, um novo ataque contra o maior complexo petroquímico do Irã, em Asaluyeh, intensificando a escalada militar entre os dois países. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou que a ofensiva representa um “golpe econômico severo” contra Teerã.
Em comunicado, Katz declarou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) “acabaram de atingir com força a maior instalação petroquímica do Irã”, descrita por ele como responsável por cerca de 50% da produção do setor no país. Segundo o ministro, o complexo é um alvo central da economia iraniana.
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A agência estatal iraniana Fars informou que várias explosões foram ouvidas no complexo de South Pars.

Já a Tasnim relatou ataques a empresas responsáveis pelo fornecimento de eletricidade, água e oxigênio na região. Ainda de acordo com a agência, o fornecimento de energia foi interrompido em todas as unidades petroquímicas de Asaluyeh, embora a Pars Petrochemical Company não tenha sido diretamente atingida.
Katz acrescentou que, na semana passada, Israel já havia bombardeado South Pars, atingindo o que classificou como a “segunda principal instalação” do setor. Segundo ele, as duas unidades, juntas, respondem por cerca de 85% das exportações petroquímicas iranianas e foram desativadas, ficando inoperantes.
“Este é um duro golpe econômico, que chega a dezenas de bilhões de dólares para o regime iraniano”, afirmou. O ministro também declarou que a indústria petroquímica é um “motor central” de financiamento da Guarda Revolucionária Islâmica e do fortalecimento militar do país.

Katz disse ainda que as forças israelenses receberam ordens para “continuar atacando com força total a infraestrutura nacional do regime terrorista iraniano”. Segundo ele, “o regime iraniano descobrirá que a agressão contínua contra Israel levará ao agravamento dos danos econômicos e estratégicos e ao colapso de suas capacidades.”
Trump dá ultimato ao Irã para reabrir Estreito de Ormuz
A ofensiva ocorre depois de novas pressões dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump ameaçou, neste domingo, 5, intensificar ataques contra infraestrutura iraniana caso o país não reabra o Estreito de Ormuz até a noite desta terça-feira, 7. Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que o Irã enfrentaria um “inferno” caso não atendesse à exigência.
Segundo o portal Axios, autoridades dos Estados Unidos, do Irã e mediadores do Oriente Médio discutiram no fim de semana uma proposta de cessar-fogo de 45 dias. Um integrante do alto escalão iraniano confirmou à agência Reuters que Teerã avalia a proposta, que teria sido intermediada pelo Paquistão.

Apesar disso, o tom segue elevado. O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, classificou possíveis ataques a instalações civis como “crimes de guerra”. O comando militar iraniano advertiu que, caso ofensivas contra alvos civis continuem, as próximas fases de retaliação serão “muito mais devastadoras”.
A força naval da Guarda Revolucionária afirmou que prepara uma “nova ordem” no Golfo e revelou que as condições no Estreito de Ormuz “não voltarão ao status anterior”, especialmente para Estados Unidos e Israel.
Também à Fars, um integrante do alto escalão do governo iraniano acusou Israel de cometer um “crime de guerra” ao atingir South Pars, considerada infraestrutura civil. “A resposta do Irã visará infraestrutura inimiga que antes se pensava ser segura”, ameaçou.





































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