Israel publicou, nesta sexta-feira, 10, uma lista com 250 prisioneiros “detidos por razões de segurança” que poderão ser trocados pelos reféns mantidos em cativeiro na Faixa de Gaza. A troca faz parte do acordo de cessar-fogo com o grupo terrorista Hamas, que entrou em vigor ao meio-dia no horário local (6h em Brasília).
O Hamas já havia enviado a lista de detidos ao Egito, Estados Unidos e Catar, países que atuam como mediadores no conflito. O grupo pediu a libertação dos terroristas Marwan Barghouti, Ahmad Saadat, Hassan Salame e Abbas al-Sayyed. Estes receberam condenação à prisão perpétua por atentados em território israelense.
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Israel, porém, negou a soltura deles e de outros nomes emblemáticos da luta armada palestina. Segundo o primeiro-ministro do país, Benjamin Netanyahu, dos 48 reféns ainda na Faixa de Gaza, 20 estão vivos e 28 morreram.
Cessar-fogo de Israel e Hamas
Israel e o Hamas aprovaram o plano proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O acordo representa um passo importante para encerrar a guerra de dois anos. Com a trégua, as tropas israelenses começaram a se reposicionar dentro de Gaza nas linhas definidas pelo pacto.
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Pelo plano, o Hamas deve libertar, nas 72 horas seguintes ao início da trégua, os reféns, vivos e mortos, sequestrados no ataque de 2023. Além disso, deve entregar o corpo de um soldado israelense morto em 2014.
Em contrapartida, Israel deve libertar 250 prisioneiros detidos por razões de segurança e 1,7 mil palestinos de Gaza presos desde outubro de 2023.
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