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Israel diz ter impedido série de ataques cibernéticos do Irã

Foram 85 desde o início do ano, segundo agência de inteligência; objetivo era coletar dados de cidadãos de destaque na sociedade

Ciberataques Irã Israel
Professores e artistas estariam entre os alvos dos ataques | Foto: Reprodução/Unplash

O governo de Israel, por meio do Shin Bet, agência de segurança, revelou que impediu 85 ciberataques de agentes iranianos contra cidadãos israelenses desde o começo de 2025. Um representante da agência fez o alerta, segundo o Israel Hayom:

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“Estamos testemunhando esforços contínuos e implacáveis por parte de agentes hostis como parte da campanha que o Irã está conduzindo contra Israel”, afirmou o especialista em inteligência.

“O público deve permanecer vigilante e cauteloso; esses ciberataques podem ser evitados com conscientização, ceticismo e comportamento adequado na internet, especialmente evitando clicar em links desconhecidos.”

Os 85 ataques, segundo Israel, tiveram como alvos principais membros importantes das forças de defesa, acadêmicos, profissionais da mídia, artistas, figuras políticas e outras personalidades públicas.

As tentativas são feitas por meio de métodos sofisticados para enganar as vítimas e obter acesso a informações pessoais sensíveis.

Os invasores, prossegue a agência, geralmente se comunicam via WhatsApp, Telegram ou e-mail. Criam histórias personalizadas conforme o perfil do alvo. O principal artifício consiste no envio de links falsos disfarçados como convites para reuniões no Google Meet.

Quando a vítima clica, é direcionada a inserir nome de usuário e senha, que são imediatamente capturados pelos criminosos.

Além disso, o governo israelense acusa os agentes iranianos de utilizarem aplicativos fraudulentos e arquivos maliciosos. Ao serem abertos, essas ferramentas instalam programas espiões nos dispositivos das vítimas.

Objetivo dos ataques cibernéticos do Irã, segundo Israel

O objetivo é coletar dados como endereços residenciais, relações pessoais e rotinas diárias. Essas informações são utilizadas por células terroristas recrutadas no próprio território israelense, para que planejem os ataques.

Leia mais: “Israel destrói último avião restante dos houthis”

Segundo o Shin Bet e a Direção Nacional de Cibersegurança de Israel, houve uma escalada significativa dessas tentativas de phishing direcionado nos últimos meses.

O phishing é uma prática que se enquadra nos métodos citados pela agência israelense. Trata-se de um tipo de ataque cibernético no qual criminosos tentam enganar pessoas para que elas revelem informações pessoais, como senhas, números de cartão de crédito, dados bancários ou outras credenciais de acesso.

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