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Israel intensifica operações no sul do Líbano para conter Hezbollah

Netanyahu afirma que medida busca ampliar zona de segurança

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O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em reunião do governo | Foto: Reprodução/X

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou neste domingo, 29, que ordenou a ampliação das operações militares de Israel no sul do Líbano, com o objetivo de expandir a zona de segurança na fronteira norte e conter ataques do grupo terrorista Hezbollah.

Em declaração, Netanyahu disse que a decisão foi tomada depois de uma reunião com autoridades militares, como o ministro da Defesa, o chefe do Estado-Maior e comandantes do Comando Norte. Segundo ele, a medida busca reduzir ameaças à população israelense.

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“Ordenei ampliar ainda mais a zona de segurança existente para finalmente impedir a ameaça de invasão e afastar o disparo de mísseis antitanque da nossa fronteira”, afirmou. “Estamos atacando com força imensa o Irã e seus aliados.”

A ampliação ocorre em meio à continuidade de ataques com foguetes lançados pelo Hezbollah contra Israel. Na semana anterior, autoridades israelenses já haviam indicado a intenção de expandir uma zona de proteção até o rio Litani, no sul do Líbano, embora não esteja claro se a nova ordem se refere à mesma área ou à ocupação de novos territórios.

Guerra entre Israel e Irã envolve outras nações

O primeiro-ministro também afirmou que as ações militares israelenses teriam reduzido a capacidade de grupos adversários. “O Irã não é o mesmo Irã, o Hezbollah não é o mesmo Hezbollah, e o Hamas não é o mesmo Hamas”, declarou. Ainda assim, reconheceu que o Hezbollah mantém capacidade “de lançar foguetes contra nós”.

Segundo a Reuters, mais de 400 combatentes do Hezbollah morreram desde o começo de uma nova fase do conflito, em 2 de março. Já ataques israelenses e operações terrestres no Líbano teriam causado mais de mil mortes, segundo o Ministério da Saúde libanês, que não distingue combatentes de não combatentes.

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Netanyahu também declarou que Israel já criou três zonas de segurança em territórios considerados estratégicos, como áreas na Síria, na Faixa de Gaza e no Líbano. O primeiro-ministro afirmou ainda que não pode divulgar detalhes das estratégias militares discutidas, mas reiterou o objetivo de “mudar fundamentalmente a situação” na fronteira norte.

Ao final da declaração, Netanyahu pediu “paciência contínua” à população israelense e afirmou que o governo dará apoio aos moradores da região afetada. Também prestou condolências às famílias de soldados mortos e agradeceu às forças militares pelo trabalho no conflito.

Leia também: “Festival de terror”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 237 da Revista Oeste

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