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Kast anuncia pacote com mais de 40 medidas para reativar a economia do Chile 

Plano inclui corte de tributos sobre empresas, incentivos ao investimento e reconstrução de moradias

José Antonio Kast, presidente eleito do Chile | Foto: Reprodução/X/@equipokast
José Antonio Kast, presidente eleito do Chile | Foto: Reprodução/X/@equipokast

O presidente do Chile, José Antonio Kast, anunciou nesta quarta-feira, 15, um pacote legislativo com mais de 40 medidas para reorientar a economia do país. A proposta inclui redução de impostos, incentivos a investimentos e ações de reconstrução e será enviada ao Congresso nos próximos dias.

“Nos próximos dias, enviaremos ao Congresso o projeto de lei de reconstrução e desenvolvimento econômico”, disse Kast. “Não chegamos aqui para repetir o ciclo anterior, chegamos para rompê-lo.” 

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A principal medida do plano prevê a redução gradual do Imposto de Renda das empresas, de 27% para 23%, alinhando a taxa à média de países desenvolvidos. O projeto também inclui benefícios tributários, como a diminuição temporária do Imposto sobre Valor Agregado na venda de imóveis novos e estímulos à repatriação de capitais.

Paralelamente, o governo propõe a reconstrução de mais de mil moradias destruídas por incêndios florestais.

Antes mesmo do envio do projeto, o governo já adotou medidas iniciais. Kast reduziu gastos correntes em ministérios, suspendeu decretos ambientais que, segundo sua equipe, poderiam afetar o emprego e alterou um fundo voltado à estabilização dos preços dos combustíveis.

A mudança nesse fundo levou a um aumento de até 60% nos preços, o que impactou o custo de vida no país. Segundo o presidente, a meta é reduzir o desemprego para 6,5% até 2030 e elevar o crescimento econômico para cerca de 4% ao ano. 

Esquerda vê risco para classe média e trabalhadores

O ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, defendeu a redução tributária. Segundo ele, a medida busca ampliar a capacidade de investimento das empresas e deve beneficiar cerca de 150 mil companhias.

O governo também relaciona a proposta à situação fiscal herdada da gestão anterior, que não teria cumprido metas de déficit por três anos consecutivos. A dívida pública superou 40% do Produto Interno Bruto.

Ao mesmo tempo, críticos apelidaram o pacote de “Lei Tutti Frutti”, em referência à variedade de temas reunidos. A oposição questiona a redução de impostos em um cenário de restrição orçamentária.

+ Leia também: “‘Feliz Dia do Imposto’: prefeito de Nova York celebra taxação de imóveis de luxo”

Para Constanza Martínez, presidente do partido de esquerda Frente Ampla, Kast reduz receitas ao mesmo tempo em que corta gastos que poderiam beneficiar a classe média e os trabalhadores. 

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