publicidade
Mundo

Mais de 40 países pedem reabertura imediata de Ormuz

O apelo foi feito nesta quinta-feira, 2, conforme informou a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper

navio estreito de ormuz
Navios de carga no Golfo, perto do Estreito de Ormuz, vistos do norte de Ras al-Khaimah, próximo à fronteira com a região administrativa de Musandam, em Omã, em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã — 11/3/2026 | Foto: Stringer/File Photo/Reuters

Uma coalizão de mais de 40 países exigiu, em comunicado divulgado depois de uma reunião virtual promovida pelo Reino Unido, que o Irã reabra de forma imediata o Estreito de Ormuz.

O apelo foi feito nesta quinta-feira, 2, conforme informou a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper. A movimentação internacional ocorre diante do bloqueio imposto pelo Irã na principal rota marítima para exportação de petróleo.

Receba nossas atualizações

Durante a reunião, Yvette afirmou que os países participantes pretendem analisar a adoção de ações econômicas e políticas, o que pode incluir possíveis sanções, para pressionar Teerã. Ela destacou o impacto do bloqueio para toda a economia mundial. “O Irã está tentando tomar a economia mundial como refém no Estreito de Ormuz”, afirmou, segundo o governo britânico. “Não devem prevalecer.”

+ Leia mais notícias de Mundo em Oeste

O encontro ocorreu sob influência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O republicano tem cobrado que nações dependentes do tráfego pelo estreito colaborem para garantir a circulação marítima. Trump afirmou, na quarta-feira 1º, que só consideraria um cessar-fogo quando a passagem estiver “livre e desimpedida”. “Os países do mundo que recebem petróleo através de Ormuz devem cuidar dessa passagem”, disse o presidente norte-americano.

Impactos econômicos e reações internacionais

Na abertura do evento, Yvette classificou como “imprudente” a decisão do Irã de bloquear a via. Ela alertou para os riscos à “segurança econômica global”. O bloqueio, mantido pela Guarda Revolucionária iraniana, que declarou manter fechada a passagem para “inimigos” do país, ocorre desde o agravamento do conflito que começou em 28 de fevereiro.

Com a quase interrupção do trânsito em Ormuz, cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo foi comprometido. A decisão provocou forte alta nos preços e consequências econômicas em escala global. Yvette declarou à imprensa, antes da reunião reservada, que “vimos o Irã sequestrar uma rota marítima internacional para manter a economia global como refém”.

Delegações da Itália, Países Baixos e Emirados Árabes Unidos defenderam a criação urgente de um “corredor humanitário”, com prioridade para fertilizantes e insumos essenciais. O objetivo é evitar uma nova crise alimentar, especialmente em nações africanas, segundo nota do Ministério das Relações Exteriores da Itália.

Divergências sobre o Estreito de Ormuz

A China responsabilizou as contraofensivas dos EUA e Israel pelo começo do bloqueio. Em 19 de março, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Países Baixos e Japão divulgaram que estão “dispostos a contribuir” para garantir a segurança na região, adesão que já conta com 37 países.

No entanto, os EUA, a China e a maioria dos países do Oriente Médio não assinaram o documento. Espanha também ficou de fora, enquanto Panamá e Chile constam entre os signatários, conforme lista do governo britânico. Na próxima semana, Londres irá liderar uma nova reunião com especialistas militares para discutir alternativas que assegurem a navegação no estreito, informou o Ministério da Defesa britânico.

Leia mais: “O povo do Irã está pronto”, artigo de Miriam Sanger publicado na Edição 314 da Revista Oeste

O Ministério das Relações Exteriores da França afirmou que a segurança em Ormuz só poderá ser restabelecida depois da redução dos bombardeios. Trump, por sua vez, tem criticado publicamente a França, o Reino Unido e a Organização do Tratado do Atlântico Norte. O republicano alega falta de apoio ao Exército norte-americano no conflito.

Leia também:

Leia mais sobre:

3 comentários
  1. Marcelo DANTON Silva
    Marcelo DANTON Silva

    Bombas e mais bombas neles TRUMP…obliteração total desses milenares PROBLEMÁTICOS!!
    A Europa encheu-se dessas coisas odiosas….e agora está com medo de atentados….esses povos não respeitam ninguém.
    São gentis na sua frente…mas ao dormir e no café da manhã…amaldiçoa o ocidente idiotizado!
    Obliterem-nos!

  2. Dogival Barbosa Tavares
    Dogival Barbosa Tavares

    Donald Trump está certíssimo. Quer petróleo, então venha buscar.

  3. Eduardo S. Z.
    Eduardo S. Z.

    O mundo ocidental virou um nada! Uma ditadura subdesenvolvida consegue bloquear uma rota marítima internacional e ficam tentando resolver diplomaticamente? Tenha dó né?

Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade