A líder opositora venezuelana e ganhadora do Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, convocou para este domingo, 3 de maio, uma série de manifestações em mais de 120 cidades ao redor do mundo em apoio aos presos políticos na Venezuela.
A mobilização inclui atos dentro na Venezuela, como em Caracas, além de cidades da Europa e das Américas, em uma tentativa de ampliar a pressão internacional contra o regime. Em mensagem divulgada nas redes sociais, Machado fez um apelo direto à população e à comunidade internacional:
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“Eles e suas famílias precisam da nossa voz, precisam da nossa força e por isso levantaremos a nossa voz, neste domingo (3/5), para que o mundo inteiro ouça o clamor pela liberdade, pela justiça, pela democracia, que hoje elevamos desde a Venezuela”, declarou María Corina Machado.
Atos miram denúncias contra o regime
A articulação é coordenada pelo grupo Comando Con Venezuela, ligado à oposição, que organizou pontos de concentração em diferentes cidades.
Na capital venezuelana, um dos locais escolhidos é a sede do Serviço Bolivariano de Inteligência Nacional (Sebin), conhecida como El Helicoide — estrutura associada à detenção de opositores.
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Segundo a ONG Foro Penal, o país soma atualmente 454 presos políticos, entre eles estrangeiros e pessoas com dupla nacionalidade.
O regime venezuelano, por sua vez, negou a existência de presos políticos e sustentou que as detenções decorrem de crimes comuns — versão contestada por organizações de direitos humanos e lideranças opositoras.
Mobilização internacional
Além da Venezuela, há atos previstos em diversos países, incluindo:
- Espanha;
- Itália;
- Portugal;
- França;
- Bélgica;
- Holanda;
- Estados Unidos;
- Canadá;
- Brasil;
- Argentina;
- Chile;
- Colômbia;
- Peru;
- Panamá;
- Equador; e
- Uruguai.
A estratégia da oposição é ampliar a visibilidade internacional da crise venezuelana e reforçar denúncias de perseguição política. A convocação ocorre em meio a novas críticas da oposição à política econômica do governo.
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O ex-candidato presidencial Edmundo González Urrutia afirmou que “trabalhar na Venezuela não garante a vida e isso não é normal”.
“Já chega”, destacou. “Você que sustenta o país com seu trabalho merece muito mais, merece um salário digno para ter uma vida digna.”

A declaração veio depois do anúncio de um aumento da chamada “renda mínima integral” para US$ 240 mensais, feito pela vice-presidente Delcy Rodríguez.
A medida, no entanto, foi criticada por opositores por ser baseada majoritariamente em bônus, sem impacto direto em direitos trabalhistas.
Críticas ao modelo econômico
Aliados da oposição afirmam que o modelo adotado pelo governo não resolve a crise estrutural do país.
O dirigente Juan Pablo Guanipa classificou o reajuste como insuficiente: “Os salários não vão crescer por decreto e a economia não vai se recuperar com um anúncio no Jornal Oficial”.
Liderança no exterior

María Corina Machado está fora da Venezuela desde dezembro, depois de passar meses na clandestinidade para evitar prisão. Ela deixou o país para receber, na Noruega, a medalha do Prêmio Nobel da Paz de 2025 — reconhecimento internacional por sua atuação política. Mesmo no exterior, a líder segue coordenando ações da oposição e intensificando denúncias contra o regime chavista.






































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