A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, afirmou, neste domingo, 4, que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e levado à custódia norte-americana depois de ter “repetidamente rejeitado” todas as opções para “resolver o assunto pacificamente”. Ela atribui a responsabilidade pela prisão “exclusivamente àqueles que escolheram continuar a conduta criminosa”.
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Segundo ela, a missão “exigiu meses de coordenação, planejamento detalhado e execução integrada entre múltiplos componentes do governo federal”, com liderança do Departamento de Guerra. Pamela agradeceu às forças envolvidas e destacou que “todo o pessoal atuou de forma profissional, decisiva e em estrita conformidade com a lei dos EUA e protocolos estabelecidos”.
A operação teve como objetivo apoiar uma persecução criminal em curso “ligada ao tráfico de narcóticos em larga escala e delitos relacionados que alimentaram a violência, desestabilizaram a região e contribuíram diretamente para a crise de drogas que ceifa vidas norte-americanas”.
A nota divulgada por Pamela também conta com validação do Departamento de Justiça norte-americano, a Polícia Federal dos EUA (popularmente conhecida pela sigla FBI) e a Administração de Repressão às Drogas.
Maduro foi preso na madrugada deste sábado
A ação ocorreu nas primeiras horas deste sábado, 3, em Caracas. Maduro e sua mulher, Cilia Flores, foram detidos em uma residência na capital venezuelana e levados ao porta-aviões USS Iwo Jima. Em seguida, ambos foram transportados para a Base Aérea de Stewart, em Nova York.
Maduro está detido no Centro de Detenção Metropolitano de Brooklyn, em Nova York, com audiência marcada para esta segunda-feira, 5. O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a captura como parte de uma estratégia de “pressão máxima” contra o regime venezuelano, diante de ameaça à segurança nacional em razão de envolvimento no tráfico de drogas.

A prisão de Maduro tem origem em uma denúncia apresentada em março de 2020 pelo Departamento de Justiça dos EUA. Ele responde a quatro acusações principais: conspiração de narcoterrorismo, conspiração para importação de cocaína, posse de metralhadoras e dispositivos destrutivos, além de lavagem de dinheiro e corrupção.
Segundo os promotores, Maduro teria liderado o chamado “Cartel de los Soles”, descrito como uma rede com participação de elites militares e políticas venezuelanas, em aliança com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, para traficar grandes quantidades de cocaína aos EUA.
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