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Merz compara Putin a Hitler: 'Ele não vai parar'

O chanceler alemão comparou a agressão do líder russo à Ucrânia com a invasão dos Sudetos pelo governo nazista

Friedrich Merz, chanceler da Alemanha | Foto: Reprodução/X
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha | Foto: Reprodução/X

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, comparou o líder russo, Vladimir Putin, a Adolf Hitler em um discurso na noite do último sábado, 13. A partir de uma alusão ao período anterior à Segunda Guerra Mundial, ele afirmou que as ambições do chefe do Kremlin não vão parar na Ucrânia.

“Assim como os Sudetos não foram suficientes em 1938, Putin não vai parar”, disse Merz, em referência a uma região da então Tchecoslováquia, que os Aliados cederam ao líder nazista por meio de um acordo. Depois disso, Hitler continuou sua expansão pela Europa.

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“Se a Ucrânia cair, ele não vai parar por aí”, disse Merz sobre Putin. “Esta é uma guerra de agressão russa contra a Ucrânia — e contra a Europa.” O objetivo de Putin é “uma mudança fundamental das fronteiras na Europa, a restauração da antiga União Soviética dentro de suas fronteiras”, alertou o chanceler alemão.

O discurso de Merz aconteceu durante uma conferência partidária da União Social Cristã da Baviera, que é estreitamente alinhada ao seu próprio partido, a União Democrata Cristã.

Merz e outros líderes vão se reunir com Zelensky

Merz, junto com o presidente francês, Emmanuel Macron, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, tem impulsionado os esforços europeus para apoiar Kiev. Autoridades alemãs, britânicas e francesas teriam discutido no fim de semana propostas para encerrar a guerra na Ucrânia, antes de uma reunião nesta segunda-feira, 15.

O enviado dos EUA Steve Witkoff deve se reunir com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, que será recebido por Merz em Berlim nesta segunda-feira.

Um plano de paz de 20 pontos apoiado pelos EUA está em elaboração e inclui concessões territoriais por parte da Ucrânia. Em uma das propostas em discussão, a região do Donbas se tornaria uma zona de livre comércio na qual empresas norte-americanas poderiam operar livremente.

+ “Se a Europa quiser guerra, estamos prontos para lutar, diz Putin

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