A frente polar severa que desceu sobre os Estados Unidos já matou 30 pessoas, paralisou serviços essenciais e mergulhou mais de 500 lares na escuridão. O avanço do fenômeno obrigou pelo menos 20 Estados e a capital, Washington, a decretarem situação de emergência. As autoridades atualizaram o saldo de mortos na noite desta segunda-feira, 26.
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Ainda ontem, os termômetros em regiões como Minnesota e Wisconsin marcaram até -30,6ºC. Em meio ao caos, os Estados afetados registraram mortes por hipotermia, além de acidentes que envolveram trenós e equipamentos de remoção de neve.
O cenário mais grave se deu em Nova York, onde as autoridades localizaram oito pessoas mortas em diferentes regiões da cidade. Em Nova Jersey, um homem foi encontrado morto, caído sobre a neve com uma pá nas mãos.
Além das vítimas, a crise energética ampliou o drama. O site Poweroutage.us informou, na manhã desta terça-feira, 27, que mais de 500 mil residências continuavam sem energia elétrica, apesar dos esforços de normalização iniciados no dia anterior. Autoridades alertam para a continuidade do frio nos próximos dias.
Corrente polar escapa do Ártico e provoca colapso nos EUA
A origem do fenômeno está ligada ao vórtice polar, uma corrente de ar extremamente fria que desceu do Ártico em direção aos EUA. Ela se desenvolve na estratosfera, isto é, na segunda camada da atmosfera a partir da superfície da Terra.
Durante o inverno, o vórtice costuma manter-se concentrado nas regiões de alta latitude. Esse comportamento ajuda a conter o frio mais severo nas áreas próximas ao Polo Norte, sem influência direta sobre o clima das regiões situadas mais ao sul.
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No entanto, a cientista Jennifer Francis, do Centro de Pesquisa Climática Woodwell, explicou em entrevista à agência AFP que essa estabilidade pode se romper em determinadas circunstâncias.




































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