Nova lei de segurança nacional pode abalar a economia de Hong Kong

A possibilidade que o serviço secreto chinês abra escritórios no território, algo que hoje é vetado, está causando muito preocupação nos meios diplomáticos e de negócios.
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Vista de Hong Kong, um dos principais centros financeiros do mundo | Foto: Benh LIEU SONG/Flickr
Vista de Hong Kong, um dos principais centros financeiros do mundo | Foto: Benh LIEU SONG/Flickr | Vista de Hong Kong, um dos principais centros financeiros do mundo

Território pode perder status de centro financeiro global; bancos ameaçam retirar funcionários e recursos

Vista de Hong Kong, um dos principais centros financeiros do mundo
Vista de Hong Kong, um dos principais centros financeiros do mundo | Foto: Benh LIEU SONG/Flickr
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A China reclamou da pressão de outros países, chamando-os de “intrometidos” e afirmou que as novas leis de segurança nacional não vão prejudicar os investidores estrangeiros em Hong Kong.

A possibilidade que o serviço secreto chinês abra escritórios no território, algo que hoje é vetado, está causando muito preocupação nos meios diplomáticos e de negócios.

Autoridades dos Estados Unidos ameaçaram retirar o status especial que Hong Kong possui na legislação norte-americana, o que pode comprometer a posição da ex-colônia britânica como um centro financeiro global, informa o G1.

Na última sexta-feira, as ações da bolsa de valores de Hong Kong tiveram uma forte queda de 5,6%. Bancos afirmaram que podem retirar profissionais estrangeiros da cidade, assim como investimentos.

O Reino Unido, que controlou o território até 1997, afirmou que está preocupado com a legislação que está sendo imposta por Pequim e que ela mina o princípio “um país, dois sistemas”, um ponto fundamental do acordo entre ambos os países para a devolução de Hong Kong.

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O último governador britânico do território, Chris Patten, afirmou que a China traiu o povo de Hong Kong. Ele ainda disse que o Ocidente “deve parar de se prostrar em Pequim por um grande pote ilusório de ouro”.

A proposta de uma lei de segurança nacional acontece após protestos pró-democracia abalarem o controle de Pequim sobre o território no último ano. Já foram convocados novos protestos contra a ditadura chinesa.

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