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Número de crianças que ingerem maconha acidentalmente dispara nos EUA

Com ampla liberação do uso recreativo, mais de 7 mil casos foram registrados em quatro anos

maconha
Chocolate à base de cannabis | Foto: Reprodução/Pixabay

Com a liberação cada vez mais ampla do uso recreativo de maconha nos Estados Unidos, o número de crianças que ingeriram acidentalmente produtos à base de Cannabis disparou nos últimos anos.

Em 2017, foram registrados pouco mais de 200 casos de crianças com menos de 5 anos que ingeriram produto à base de Cannabis. O número cresceu 1.300% em 2021, quando mais de 3 mil crianças da mesma faixa etária fizeram a ingestão acidental desses produtos, destinados a adultos.

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Os números fazem parte de um estudo publicado na terça-feira 3 na revista científica Pediatrics. Nos EUA, os produtos comestíveis à base de maconha são muitas vezes vendidos em forma de doces, bolos, biscoitos e chocolates, o que atrai a atenção das crianças.

Nos quatro anos, mais de 7 mil crianças ingeriram a droga, acidentalmente, diz a pesquisa. Nenhuma morte foi registrada, mas cerca de 25% das crianças tiveram de ser hospitalizadas. Destas, 8%  foram internadas em tratamento intensivo. A média de idade das crianças que consumiram produtos com Cannabis é de 3 anos.

Os sintomas da ingestão de maconha incluem depressão do sistema nervoso central, incluindo coma, taquicardia, que são os batimentos cardíacos anormalmente rápidos, e vômitos.

O aumento no número dessas intoxicações “é considerado associado a um aumento no número de Estados que permitem o uso recreativo de maconha por adultos”, disse o estudo, feito com base em um banco de dados nacional.

Até 2017, o uso da maconha para fins recreativos estava autorizado em oito Estados e na capital, Washington. Em maio de 2022, 18 Estados já tinham aprovado a maconha recreativa.

A pandemia de covid-19 também pode ter contribuído para o aumento dos casos, já que as crianças ficaram mais em casa e, portanto, tiveram mais oportunidades de ser expostas a esses produtos. Mais de 90% das ingestões aconteceram na residência das crianças.

Os autores do estudo recomendam maior vigilância e segurança no local onde os adultos guardam seus produtos com drogas. Eles também sugerem que esses produtos sejam vendidos em embalagens opacas, difíceis de abrir por crianças, com uma mensagem de advertência e o número de telefone do Centro Nacional de Controle de Intoxicações.

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