O que a China e Anthony Fauci têm a ver com a origem do coronavírus?

Tudo, segundo artigo publicado no Wall Street Journal
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Anthony Fauci é imunologista e o atual diretor dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas do governo Biben | Foto: D. Myles Cullen/Casa Branca
Anthony Fauci é imunologista e o atual diretor dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas do governo Biben | Foto: D. Myles Cullen/Casa Branca

O coronavírus surgiu em um laboratório de Wuhan, na China, ou é de origem animal? A primeira opção parece a mais convincente, garante artigo publicado no jornal Wall Street Journal, na sexta-feira 7. De autoria de James Freeman, a matéria traz informações interessantes com base nos estudos de Nicholas Wade, jornalista com 30 anos de experiência no The New York Times e membro do comitê editorial das revistas científicas Science e Nature. A seguir, os principais trechos da reportagem:

1) “Antes de a epidemia de coronavírus devastar o mundo, Anthony Fauci, imunologista e atual diretor dos Institutos Nacionais de Alergia e Doenças Infecciosas do governo Biden, financiava pesquisas com coronavírus no Instituto de Virologia de Wuhan. A ideia era estudar a capacidade de tais patógenos de atacar humanos.”

2) “O vírus que causou a pandemia é conhecido oficialmente como Sars-CoV-2, mas pode ser chamado de Sars2. Como muitas pessoas sabem, existem duas teorias principais sobre sua origem. Uma é que ele saltou naturalmente da vida selvagem para as pessoas. A outra é que o vírus estava sendo estudado em um laboratório, do qual escapou… parece-me que os proponentes da fuga do laboratório podem explicar todos os fatos disponíveis sobre o Sars2 consideravelmente mais facilmente do que aqueles que defendem a emergência natural. O sr. Wade descreve um importante pesquisador chinês cujo trabalho recebeu apoio do instituto do dr. Fauci por meio de um grupo dos EUA chamado EcoHealth Alliance.”

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3) “Pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan, liderado pela maior especialista da China em vírus de morcego, Shi Zheng-li, montaram expedições frequentes às cavernas infestadas de morcegos de Yunnan, no sul da China, e coletaram cerca de cem coronavírus diferentes de morcegos. Ainda não se pode afirmar se Shi gerou ou não o Sars2 em seu laboratório porque seus registros foram lacrados, mas parece que ela certamente estava no caminho certo para fazê-lo. ‘Está claro que o laboratório de Wuhan estava construindo sistematicamente novos coronavírus quiméricos e estava avaliando sua capacidade de infectar células humanas e camundongos que expressam ACE2 humano’, diz Richard H. Ebright, biólogo molecular da Rutgers University e o principal especialista em biossegurança.”

4) “Está documentado que os pesquisadores do Instituto de Virologia de Wuhan estavam efetuando experimentos de ganho de função projetados para fazer os coronavírus infectarem células humanas e camundongos humanizados. Este é exatamente o tipo de experimento do qual um vírus semelhante ao Sars2 poderia ter surgido. Os pesquisadores não foram vacinados contra os vírus em estudo e estavam trabalhando nas condições mínimas de segurança de um laboratório BSL2. Portanto, a fuga de um vírus não seria nenhuma surpresa. Em toda a China, a pandemia estourou na porta do instituto Wuhan. O vírus já estava bem adaptado ao homem, como era de esperar para um vírus cultivado em camundongos humanizados.”

5) “Ninguém encontrou a população de morcegos que foi a fonte do Sars2, se é que ela já infectou morcegos. Nenhum hospedeiro intermediário se apresentou, apesar de uma busca intensiva pelas autoridades chinesas que incluiu o teste de 80.000 animais. Não há evidências de que o vírus dê vários saltos independentes de seu hospedeiro intermediário para as pessoas, como os vírus Sars1 e Mers fizeram.”

Leia também: “O jogo da China”, reportagem publicada na Edição 58 da Revista Oeste

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