OMS defende direito ao aborto

Declaração é vista como resposta ao documento da Suprema Corte norte-americana em meio a discussão do tema no país
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Tedros Adhanom alegou que proibição do aborto não reduz número de casos | Foto: Reprodução/OMS
Tedros Adhanom alegou que proibição do aborto não reduz número de casos | Foto: Reprodução/OMS

O diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta quarta-feira, 4, que o aborto pode salvar vidas e que mulheres devem ter direito de escolha quando se trata de sua saúde.

A declaração ocorre no dia seguinte à revelação de que a Suprema Corte dos Estados Unidos estaria prestes a anular a decisão do caso Roe vs Wade, em 1973. O julgamento foi responsável por permitir o aborto nos EUA.

“As mulheres devem ter sempre o direito de escolha quando se trata de seus corpos e sua saúde”, afirmou o diretor da OMS em seu perfil no Twitter, sem mencionar diretamente o caso americano. Ele também disse que restringir o aborto não irá reduzir o número dessas intervenções.

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Documento vazado

Na terça-feira 3, um projeto no âmbito da Suprema Corte sobre o aborto vazou para a imprensa americana. O texto, de autoria do juiz Samuel Alito, chama o caso Roe vs. Wade de “totalmente sem mérito desde o princípio”.

“Acreditamos que Roe vs. Wade deve ser anulado”, afirma Alito no documento intitulado “Parecer da Corte” e publicado no site do jornal Politico. “É hora de prestar atenção à Constituição e devolver a questão do aborto aos representantes eleitos do povo.”

A autenticidade do texto foi confirmada pelo juiz da Suprema Corte, John G. Roberts. Entretanto, o magistrado afirmou que o texto “não representa uma decisão do Tribunal ou a posição final de qualquer membro sobre as questões do caso”.

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