Oposição democrática sofre ameaça das autoridades de Hong Kong

A chefe do Executivo de Hong Kong ameaçou colocar a lei de segurança nacional contra ativistas pró-democracia. A oposição realizou primárias informais
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Manifestante joga ovo em retrato do presidente da China | Foto: Studio Incendo/Flickr
Manifestante joga ovo em retrato do presidente da China | Foto: Studio Incendo/Flickr | Hong Kong

Carrie Lam ameaçou impor a lei de segurança nacional contra quem participou das eleições prévias; mais de 600 mil moradores de Hong Kong participaram

Hong Kong
Manifestante joga ovo em retrato do presidente da China | Foto: Studio Incendo/Flickr

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, ameaçou colocar a lei de segurança nacional contra ativistas pró-democracia. Nesta segunda-feira, a oposição pró-democracia realizou primárias informais para as eleições do território que devem acontecer em setembro.

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A ameaça de Lam aconteceu em uma coletiva de imprensa. De acordo com os organizadores, cerca de 610 mil pessoas votaram nessas primárias que duraram dois dias. A população de Hong Kong é de cerca de 7 milhões.

De acordo com Carrie Lam, os organizadores das primárias prejudicam o processo eleitoral para o Conselho Legislativo, informa a televisão japonesa NHK. Ela ameaçou impor a lei de segurança nacional, afirmando que isso se enquadra em “subversão do poder estatal”, pois o objetivo é resistir às políticas do governo.

As primárias foram organizadas pela oposição para decidir quem vai se candidatar ao Conselho Legislativo, a votação está marcada para setembro. As autoridades de Hong Kong vão começar a receber as candidaturas neste sábado.

De acordo com o professor da Universidade de Hong Kong Benny Tai, que auxiliou a organizar a primária, a ameaça de Lam não procede. Ele afirmou que o direito ao voto é garantido aos moradores da ilha e que, consequentemente, isso não viola a lei de segurança nacional.

Lei polêmica

A lei de segurança nacional foi imposta por Pequim após uma onda de protestos na ex-colônia britânica. A imposição chinesa causou protestos na ilha e fortes críticas na comunidade internacional.

Conforme já divulgado por Oeste, essa lei pode causar fortes consequências na economia de Hong Kong, considerado um dos centros financeiros do mundo.

Grandes empresas como Facebook, Google e Microsoft já afirmaram que vão rever as suas operações no território semiautônomo.

 

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