Ossada encontrada em chaminé nos EUA pertence a brasileira

Depois de 17 anos, a polícia norte-americana descobriu novas pistas que levam a um padre do interior de Goiás como um parente distante da vítima

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A polícia de Boston usou genealogia genética forense para avançar na resolução do caso
A polícia de Boston usou genealogia genética forense para avançar na resolução do caso | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

A polícia de Boston, capital de Massachusetts, nos EUA, descobriu novas pistas sobre uma ossada encontrada há 17 anos pelo zelador de um prédio residencial. A equipe acredita que os restos mortais podem ser de uma mulher brasileira e que o seu possível parente seja um padre do interior de Goiás.

“Estamos usando essa nova tecnologia — genealogia genética forense — para tentar resolver casos antigos, sem solução. Nesse específico, o DNA revelava que poderia ter um parentesco com alguém no Brasil, de um Estado chamado Goiás”, informou Charlie Daniels, o novo detetive encarregado do caso.

O mistério por trás do assassinato começou em 2005, quando o zelador Eric Speller contratou uma empresa para limpar a chaminé. “Quando abriram o acesso à chaminé, uma mão caiu para fora”, disse ele para o programa Fantástico, da TV Globo.

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Depois do susto inicial, Eric acionou a polícia, que, após várias investigações, concluiu que o crime foi cometido três anos antes. De acordo com a análise de Paul Donovan, ex-chefe de investigações da polícia de Boston, o corpo não havia simplesmente sido colocado no espaço, mas “cuidadosamente escondido.”

“Não pense que é um trote”

Anos se passaram sem que a verdadeira identidade da ossada fosse descoberta. Entretanto, no ano de 2019, a polícia deparou com novas pistas relacionadas ao DNA da vítima.

De acordo com os exames realizados, os restos mortais pertenciam a uma mulher entre 25 e 35 anos, com cabelos pretos ou castanhos. As investigações concluíram ainda que a ossada pode ser de uma mãe, já que os ossos da bacia revelaram que ela havia enfrentado um parto anteriormente.

Para encontrar algum familiar e descobrir a origem dos ossos, os polícias responsáveis pelo caso recorreram a um site de ancestralidade, em que aplicaram os dados da vítima no sistema. As amostras coletadas durante as análises genéticas apontaram para um grau de parentesco com o padre Murah Peixoto Vaz, que comanda uma paróquia em Cumari, município de Goiás.

“Meu primo entrou em contato comigo dizendo: ‘Não pense que é um trote. O FBI entrou em contato com o delegado e eles estão em uma investigação policial de uma pessoa que foi assassinada nos Estados Unidos e que bateu correspondência com você no DNA'”, afirmou ele.

Os investigadores entraram em contato com a Polícia Federal do Brasil para garantir o avanço da resolução do caso em território nacional. Entretanto, a equipe brasileira não encontrou parentes da vítima no banco de dados. Apesar disso, o padre Murah continua colaborando com as autoridades, enquanto ajuda na coleta do DNA de seus parentes.

Já nos EUA, as buscas continuam, ao mesmo tempo em que novas provas surgem. Segundo Eric Speller, o zelador do prédio onde o assassinato aconteceu, a pessoa que trabalhava antes de ele ser contratado era um brasileiro. A polícia de Boston disse que a novidade está sendo investigada.

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