Papa Francisco desmente rumores de possível renúncia

A agência Reuters publicou uma entrevista na qual o pontífice nega qualquer plano de deixar o cargo a curto prazo
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Na entrevista, Francisco voltou a condenar o aborto e compará-lo a um assassinato
Na entrevista, Francisco voltou a condenar o aborto e compará-lo a um assassinato | Foto: Reprodução/Vatican News

Portais de todo o mundo noticiaram, nos últimos meses, rumores de que o papa Francisco estaria planejando renunciar em breve, principalmente em razão de problemas de saúde. A agência Reuters, no entanto, publicou nesta segunda-feira, 4, uma entrevista na qual o papa nega a informação. Pelo contrário, ele disse que irá ao Canadá neste mês e que planeja ir a Moscou e a Kiev o mais rápido possível, depois de voltar do continente americano.

De acordo com os boatos propagados na mídia, a renúncia estaria prevista para o fim de agosto, quando cardeais de todo o mundo irão se reunir para discutir uma nova Constituição do Vaticano, haverá uma cerimônia para empossar novos cardeais e uma visita à cidade italiana de L’Aquila, associada ao papa Celestino V, que renunciou ao papado em 1294.

Segundo a Reuters, Jorge Bergoglio, 85 anos, riu da pergunta e disse que “nunca passou pela minha cabeça” renunciar. “Por enquanto, não; por enquanto, não. Realmente”, enfatizou o pontífice. No entanto, voltou a repetir que poderia renunciar algum dia se a saúde debilitada tornasse impossível para ele dirigir a Igreja — algo quase impensável antes de Bento XVI.

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Francisco também negou que esteja com câncer e deu detalhes de sua enfermidade no joelho, que fez com que, em maio, aparecesse em uma cadeira de rodas e cancelasse a viagem programada para junho ao Congo e ao Sudão. Ele disse ter sofrido “uma pequena fratura” no joelho quando deu um passo em falso enquanto um ligamento estava inflamado e que não quer uma operação, porque a anestesia geral na cirurgia no colón do ano passado teve efeitos colaterais negativos.

Papa volta a condenar o aborto

O papa argentino também repetiu sua condenação ao aborto, após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos rever uma posição de 49 anos e delegar aos Estados a competência para legislar sobre o tema. Comparou o aborto a “contratar um assassino de aluguel” e lançou uma pergunta ao repórter da Reuters: “É legítimo, é certo eliminar uma vida humana para resolver um problema?”.

Questionado sobre o fato de políticos católicos norte-americanos, como o próprio Joe Biden e a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, defenderem o aborto, Francisco preferiu não polemizar: “Quando a Igreja perde sua natureza pastoral, quando um bispo perde sua natureza pastoral, isso causa um problema político. Isso é tudo o que posso dizer”.

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6 comentários Ver comentários

  1. Que pena, um Papa inerte e comunista, um abortiva. Recebeu o maior ladrão do Mundo.
    Amigo de bandidos como Ladrão, Maduro, Evo e Macron. A Igreja está encolhendo e não tratando dos fiéis.

  2. Bergoglio é subordinado à agenda progressista.
    Encare abertamente o poder político contra o aborto. Peite-os, desafie-os, dê nomes aos inimigos, Bergoglio.
    Lute pela vida de cada cristão pelo mundo.

  3. Na realidade esse papa já renunciou ao catolicismo a muito tempo, quando aceitou o comunismo como seu guia espiritual.

    O fato de alguém como ele ter se tornado líder da igreja católica é mero indicativo de como os comunistas infiltraram ” padres” com vocações mais políticas do que religiosas.

    Enquanto isso ocorre no coração da maior instituição cristã do ocidente, os cristãos de verdade migram para outras religiões cristãs que seguem os ensinamentos de Jesus mais de perto.

    1. Concordo contigo, mas em partes. Na AL, a Teologia da Libertação fez escola dentro da Igreja e Bergoglio, é argentino, logo, gosta da esquerda.

      Sobre as outras denominações, lamento informá-lo, mas todas elas tem “bispos” e “pastores” tb. que se afastaram de Deus, de Cristo. Católicos de verdade não abandonam a Igreja porque um papa é ruim, ao contrário: lutam pela Igreja de sempre, pois os papas passam e a Igreja continua.

      Papa é o representante de Cristo na terra, não é Cristo, não é a Igreja que Ele fundou e colocou Pedro como primeiro Papa. Nós seguimos a Igreja, não seguimos nenhum papa. Claro, tem os falsos católicos que bajulam homens, assim como tem Reformistas que bajulam “pastores”, vide Valdomiro e outros. Abs.

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