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Presidente da Guiana tenta tranquilizar a população diante do risco de invasão da Venezuela

'Não há nada a temer', diz Irfaan Ali

Presidente Guiana | De acordo com o chefe do Executivo da Guiana, seu país tem suporte militar de vários países, como os Estados Unidos, o Canadá e a França | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons
De acordo com o chefe do Executivo da Guiana, seu país tem suporte militar de vários países, como os Estados Unidos, o Canadá e a França | Foto: Reprodução/Wikimedia Commons

O presidente da Guiana, Irfaan Ali, tentou tranquilizar a população depois do resultado do referendo realizado na Venezuela, que busca anexar 70% do território do país. 

Em discurso, Ali pediu aos venezuelanos que mostrem “maturidade” e “responsabilidade” para não fazerem parte de um “sistema que viola o Direito internacional”.  

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De acordo com o chefe do Executivo da Guiana, seu país tem suporte militar de vários países, como os Estados Unidos, o Canadá e a França. Ele afirmou que trabalha para que as fronteiras fiquem “intactas”. Ali também disse que foi ensinado a “amar os vizinhos assim como ama a si mesmo”. 

Leia mais: “A solução de Lula para o conflito entre Venezuela e Guiana”

“O nível de patriotismo, o amor e a unidade é algo que devemos levar adiante para esse desafio”, disse o presidente da Guiana. 

Maioria dos venezuelanos segue Maduro em referendo, e anexação da Guiana avança

Nicolás Maduro
O referendo foi proposto pela Assembleia Nacional da Venezuela, aprovado pelo Conselho Nacional Eleitoral e liberado pelo Supremo Tribunal de Justiça, todos controlados por partidários de Maduro | Foto: Reprodução/Twitter/X

A maioria absoluta dos mais de 10 milhões de venezuelanos que foram às urnas no último domingo, 3, respondeu “sim” às cinco perguntas elaboradas pelo ditador do país, Nicolás Maduro, no referendo sobre a anexação de Essequibo, um território que representa 70% da Guiana.

Leia mais: “Guiana: entenda como o petróleo influencia a disputa territorial do país com a Venezuela”

A votação começou às 7h, no horário de Brasília, e estava prevista para terminar às 19h. Em virtude da baixa adesão popular, no entanto, o regime chavista prorrogou a votação até as 21h. Ao todo, 20,7 milhões receberam a orientação de votar no referendo.

O referendo foi proposto pela Assembleia Nacional da Venezuela, aprovado pelo Conselho Nacional Eleitoral e liberado pelo Supremo Tribunal de Justiça, todos controlados por partidários de Maduro. Os venezuelanos respondem “sim” ou “não” para cinco perguntas:

  • 1) Você rejeita a fronteira atual?
  • 2) Você apoia o Acordo de Genebra de 1966?
  • 3) Você concorda com a posição da Venezuela de não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça?
  • 4) Você discorda de a Guiana usar uma região marítima sobre a qual não há limites estabelecidos?
  • 5) Você concorda com a criação do estado Guiana Essequiba e com a criação de um plano de atenção à população desse território, que inclua a concessão de cidadania venezuelana, incorporando esse estado ao mapa do território venezuelano?

No Twitter/X, o perfil da rede de televisão TeleSUR divulgou os resultados do referendo.

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