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Quem são os aliados dos EUA no Caribe contra Maduro

Enquanto alguns países temem prejuízos para suas economias e o turismo, outros colaboram ativamente com o governo norte-americano

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump | Foto: Reprodução/Flickr
A administração do presidente Donald Trump intensificou operações navais na região | Foto: Reprodução/Flickr

O avanço militar dos EUA no Caribe, intensificado desde agosto, gera reações distintas entre países da região, que avaliam riscos e benefícios diante da crise com a Venezuela.

Enquanto alguns países temem prejuízos para suas economias e o turismo, outros colaboram ativamente com o governo norte-americano, que impôs um bloqueio total a petroleiros ligados à Venezuela e classificou o regime de Nicolás Maduro como organização terrorista estrangeira.

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A administração do presidente Donald Trump intensificou operações navais, resultando em pelo menos 95 mortes de criminosos em ataques a barcos no Caribe e no Pacífico, sob a suspeita de transporte de drogas.

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De acordo com o jornal The Washington Post, líderes locais, apesar de dependerem de acordos de segurança com os EUA para combater o tráfico, expressam preocupação em privado sobre a possibilidade de serem envolvidos em um conflito regional.

Episódios históricos de intervenção norte-americana na área alimentam o receio de que a estabilidade e o status de “zona de paz” estejam ameaçados.

O principal apoio aos EUA vem de Trinidad e Tobago

Trinidad e Tobago, sob liderança da primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar, destaca-se pela adesão à campanha militar dos EUA. O país abriga fuzileiros navais norte-americanos, autorizou a instalação de um sistema de radar em aeroporto e realiza exercícios conjuntos.

Trinidad enfrenta alta criminalidade e está em estado de emergência desde o ano passado. O governo local justifica as ações conjuntas como estratégia para conter tráfico vindo da Venezuela.

Apoio irrestrito à política norte-americana provoca resistência entre opositores, entidades civis, advogados e pescadores, que temem que Trinidad e Tobago se torne alvo de retaliação venezuelana.

O Ministério das Relações Exteriores confirmou que permitirá o trânsito de aeronaves militares norte-americanas nos aeroportos do país para operações logísticas nas próximas semanas.

Autoridades locais evitam detalhar a presença de tropas norte-americanas e não esclarecem questões relativas ao acordo de status das forças dos EUA, alegando motivos de segurança nacional.

Persad-Bissessar inicialmente negou a presença de fuzileiros, mas depois reconheceu que militares norte-americanos atuam em instalações do Aeroporto Internacional ANR Robinson, colaborando na montagem de radar para vigilância das águas territoriais.

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O fabricante Northrop Grumman descreve o sistema G/ATOR, instalado por militares norte-americanos, como capaz de detectar e rastrear ameaças aéreas sofisticadas, como mísseis, drones e aeronaves, ampliando o alcance estratégico das operações conjuntas na região.

República Dominicana autorizou o uso de áreas restritas

Na República Dominicana, o presidente Luis Abinader autorizou o uso de áreas restritas por militares norte-americanos na Base Aérea San Isidro e no Aeroporto Internacional Las Américas.

Aeronaves dos EUA cumprem funções de reabastecimento e transporte de equipamentos e técnicos, com foco no combate ao tráfico vindo da Venezuela.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, declarou em coletiva que a presença militar terá “uma pegada pequena, temporária, respeitando plenamente sua soberania e suas leis”.

Leia também: “Diplomacia Trumpiana: sorrisos e porretes”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 294 da Revista Oeste

Recentemente, Abinader reforçou a parceria estratégica com os EUA e afirmou que República Dominicana “enfrenta uma ameaça real, uma ameaça que não reconhece fronteiras, que não distingue bandeiras, que destrói famílias e que tenta usar o território como rota há décadas”.

“Essa ameaça é o tráfico de drogas, e nenhum país deve ou pode enfrentá-la sem aliados”, declarou Abinader.

O acordo prevê reforço técnico e temporário das ações de vigilância aérea e marítima, com o objetivo de conter a entrada de narcóticos e combater o crime organizado transnacional. O presidente dominicano destacou que a cooperação será limitada e não permanente.

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Porto Rico reativou base dos EUA e Granada analisa apoio

Porto Rico, território norte-americano, voltou a servir de base para operações militares depois de um longo período de redução da presença das Forças Armadas, iniciado com o fechamento da Estação Naval Roosevelt Roads em 2004.

Recentemente, a base retomou atividades, com pousos de jatos e aviões militares, e movimentação também observada no Aeroporto Henry E. Rohlsen, em St. Croix, nas Ilhas Virgens Americanas.

Em Granada, o governo dos EUA pediu para instalar temporariamente equipamentos de radar e equipe técnica em aeroporto internacional, mas a decisão ainda está sob análise. O contexto é sensível devido à invasão norte-americana em 1983, quando tropas desembarcaram no país depois do assassinato do então primeiro-ministro Maurice Bishop.

O aeroporto, atualmente nomeado em homenagem a Bishop, seria o local da instalação proposta. O primeiro-ministro Dickon Mitchell reconheceu que outubro é um mês delicado para discutir o tema devido à memória histórica.

Mitchell comunicou ao Parlamento que o governo ainda não tomou uma decisão final por conta de questões de segurança e detalhes técnicos, e o Ministério das Relações Exteriores não se pronunciou sobre o pedido.

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1 comentário
  1. Erasmo Silvestre da Silva
    Erasmo Silvestre da Silva

    Toda a América Latina deveria permitir as instalações dos EUA. Temos certeza que isso é a libertadores para todos

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