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Sob protestos, França aprova reforma da Previdência

O governo de Emmanuel Macron manobrou para impedir uma derrota

previdência frança
A medida será implantada sem o aval dos deputados franceses | Foto: Foto: Divulgação

A reforma da Previdência da França, proposta pelo presidente Emmanuel Macron, foi aprovada nesta quinta-feira, 16, pelo Senado em duas votações.

Para evitar uma derrota na Assembleia Nacional, o equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, o governo francês manobrou para afastar a possibilidade, já que o resultado era incerto.

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A responsabilidade foi da primeira-ministra Elisabeth Borne. Com base no polêmico Artigo 49.3, a medida será implementada sem o aval dos deputados, apesar das semanas de protestos no país.

“Hoje, sobre o texto do Parlamento, a incerteza paira sobre algumas votações. Não podemos correr o risco de ver ruir 175 horas de debate parlamentar. Não podemos correr o risco de ver descartado o compromisso construído pelas duas Assembleias. Não podemos apostar no futuro das nossas pensões, e esta reforma é necessária”, justificou a primeira-ministra no início da sessão da Assembleia.

Em resposta à manobra do governo, os partidos de oposição entraram com moções de censura contra o projeto, entre eles a legenda de Marine Le Pen, Reagrupamento Nacional, que disputou as eleições com Macron no ano passado. Hoje, Le Pen afirmou que acionar do Artigo 49.3 é uma “declaração de total fracasso” do chefe de Estado.

A líder do partido esquerdista França Insubmissa, Mathilde Panot, afirmou que a legenda também apresentaria uma moção. Para ela, “não há legitimidade para este texto da lei”, vendo uma “virada autoritária” no governo com a adoção do recurso.

A reforma

O ponto mais sensível da proposta do governo é o Artigo 7, que quer elevar progressivamente a idade mínima para aposentadoria de 62 para 64 anos a partir de 2030.

O texto também propõe antecipar para 2027 a exigência de contribuição por 43 anos — e não 42 como atualmente — para que o trabalhador tenha direito à pensão integral.

0 comentários
  1. Wesley
    Wesley

    De fato, para quem nasceu num berço de ouro, isto não faz diferença.
    Para o rico trabalho é entrar num carro importado ou subir num jatinho, participar de uma reunião regrada a comes e bebes, depois voltar para o sua “bolha”; para o pobre (maioria da população) trabalho é acordar às 4h da manhã, pegar dois ou três transportes, trabalhar pesado o dia todo e ainda ser pai, mãe, cuidador no final do dia com um sorriso no rosto.

  2. Gurja
    Gurja

    Bem estar social patrocinado pelo estado (via impostos) e produtividade são inversamente proporcionais.

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