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Trump e Putin conversam pela 1ª vez desde as eleições dos EUA

Os presidentes discutiram sobre a guerra na Ucrânia, na última quinta-feira, 7

Donald Trump e Vladimir Putin, durante encontro em 2018 | Foto: Shealah Craighead/Casa Branca
Donald Trump e Vladimir Putin, durante encontro em 2018 | Foto: Shealah Craighead/Casa Branca

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou pela primeira vez com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O diálogo ocorreu na última quinta-feira, 7, logo depois da vitória do norte-americano no pleito.

Trump estava em seu resort, na Flórida. A imprensa divulgou a informação neste domingo, 10. Durante a ligação, o republicano aconselhou Putin a não intensificar o conflito na Ucrânia e destacou a presença militar dos EUA na Europa. O norte-americano afirmou ter interesse em continuar as discussões para resolver a guerra na região.

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Na campanha eleitoral, Trump afirmou que acabaria rapidamente com o conflito na Ucrânia. Ele sugeriu, em particular, que a Rússia poderia manter territórios capturados.

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Fontes próximas ao governo ucraniano afirmaram que Kiev foi informada sobre a conversa e não se opôs ao contato. Trump também dialogou com diversos líderes mundiais, o que inclui o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

A conversa ocorreu sem o apoio do Departamento de Estado, já que a equipe de transição ainda não firmou acordo com a Administração de Serviços Gerais.

Inicialmente, Moscou reagiu com frieza à vitória de Trump. Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, afirmou que não havia planos de Putin ligar para o norte-americano e descreveu os EUA como um “país hostil”.

Posteriormente, o presidente russo parabenizou Trump publicamente. Putin elogiou a resposta do presidente eleito ao atentado que sofreu na Pensilvânia e manifestou-se pronto para diálogo.

Ucrânia analisa postura de Trump

A Ucrânia, que depende de apoio econômico e militar para enfrentar a Rússia, está apreensiva com a postura de Trump. As tensões aumentaram depois da visita de Zelensky a uma fábrica de munição na Pensilvânia, vista por aliados do norte-americano como um movimento político.

O presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, pediu a demissão da embaixadora ucraniana em Washington, Oksana Markarova. Zelensky avalia possíveis substitutos.

Leia também: “A democracia falou”, artigo de J. R. Guzzo publicado na Edição 242 da Revista Oeste

A embaixada ucraniana em Washington não respondeu aos pedidos de comentário sobre a situação. Segundo fontes que presenciaram o telefonema entre Trump e Putin, o presidente eleito busca evitar uma nova crise na Ucrânia antes de assumir o cargo.

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