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Ucrânia lança mísseis norte-americanos de longo alcance contra helicópteros russos

As armas foram doadas secretamente pelo governo Biden; a ofensiva aconteceu, pela primeira vez, nesta terça-feira, 17

Ucrânia mísseis norte-americanos russos
ATACMS - Embora alguns modelos desses mísseis norte-americanos possam atingir até 300 quilômetros; os enviados para a Ucrânia têm menor alcance | Foto: Reprodução/Redes sociais

De acordo com vários relatórios, os mísseis de longo alcance (ATACMS) foram cedidos à Ucrânia, “discretamente” e “secretamente”, pelo governo dos Estados Unidos (EUA). O armamento foi usado pela primeira vez nesta terça-feira, 17, para atacar nove helicópteros russos que sobrevoavam o território ucraniano.

A informação foi confirmada pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. “Executados com muita precisão”, disse ele.

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Em seu perfil no Instagram, o líder ucraniano postou um vídeo dando um panorama da situação de guerra nesta terça-feira. No texto da postagem, ele agradeceu aos soldados de seu país, chamados de “guerreiros”, e, em especial, ao presidente dos EUA, Joe Biden, por seus acordos estarem sendo “implementados”.

EUA não falam sobre mísseis usados pela Ucrânia

O governo dos EUA se recusou a comentar o assunto. Fontes da Casa Branca confirmaram as informações para a imprensa norte-americana na garantia do anonimato, afirmando que os mísseis foram entregues nos últimos dias.

Os militares ucranianos usaram os sistema ATACMS norte-americanos de longo alcance para atacar nove helicópteros russos. Os veículos estavam no leste da Ucrânia.

Leia também: “Governo dos Estados Unidos avisa que dinheiro para ajudar a Ucrânia está no fim”

Segundo a rede de TV NBC News, dos EUA, no mês passado, Zelensky havia pedido a Biden o armamento, alegando “urgência” de necessidade. O presidente norte-americano prometeu que faria a entrega.  

Ainda de acordo com a emissora, Biden teria ficado hesitante em fornecer os mísseis, porque as armas têm a capacidade de atingir longamente o território russo, o que poderia enfurecer Moscou e agravar o conflito. Por isso, os modelos enviados para a Ucrânia têm menor alcance e se fragmentam em várias bombas, em vez de uma única.

A notícia chega em um momento em que os EUA também apoiam militarmente Israel na guerra contra os terroristas do Hamas.

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