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Clarão misterioso em Júpiter é flagrado por astrônomo amador; veja o vídeo

Colisões semelhantes podem ter sido importantes para dar origem a outros planetas do Sistema Solar

clarão - júpiter
Júpiter é o maior planeta do Sistema Solar | Foto: Reprodução/YouTube

O astrônomo amador japonês Tadao Ohsugi conseguiu flagrar uma explosão misteriosa na atmosfera de Júpiter. Ao perceber o clarão, ele pediu ajuda ao cientista Ko Arimatsu, da Universidade de Kyoto, para descobrir as causas do fenômeno avistado.

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Arimatsu, que coordena uma rede de astrônomos amadores, logo conseguiu outros seis relatos do mesmo flash. Apesar de divulgado somente agora, o clarão foi registrado em 28 de agosto por Ohsugi.

Segundo análises iniciais, o flash registrado por astrônomo amador foi fruto de um impacto violento — comparável ao chamado evento de Tunguska, em 1908, na Sibéria (Rússia), quando um asteroide que se chocou com a Terra e destruiu 800 quilômetros da floresta.

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Arimatsu afirmou que o evento flagrado por Ohsugi foi o segundo clarão mais brilhante observado em Júpiter na última década. De acordo com ele, o caso perde apenas para um episódio relatado em 2021 cuja energia estimada teria sido equivalente a de 2 megatons de TNT.

Pesquisa sobre clarão em Júpiter

Investigar esses eventos ajuda a compreender como a química e a temperatura de Júpiter respondem aos impactos. Colisões semelhantes podem ter sido importantes para dar origem a outros planetas do Sistema Solar.

Os astrônomos se concentram em Júpiter devido ao seu tamanho, que facilita a visão e torna o planeta mais propenso a sofrer o impacto de detritos cósmicos. Por isso mesmo também, Júpiter é um alvo recorrente dos astrônomos amadores. Desde 2010 já foram registrados nove relatos de clarões.

Caracterizar esses flashes é uma forma crucial de compreender a história do nosso Sistema Solar. Eles oferecem “um vislumbre dos processos violentos que ocorreram nos primeiros dias do nosso Sistema Solar”, disse ao jornal The New York Times Leigh Fletcher, cientista planetário da Universidade de Leicester, na Inglaterra. É como “ver a evolução planetária em ação.”

Revista Oeste, com informações da Agência Estado

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