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No Ponto

Suposto acesso da Dinamarca: defesa de Cid prepara relatório para rebater uso de rede

Mensagens divulgadas por advogado sugerem que o tenente-coronel estaria usando um perfil no Instagram, apesar de proibição do STF

mauro cid
O tenente-coronel Mauro Cid, durante depoimento na CPMI do 8 de Janeiro, no Senado - 11/7/2023 | Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Os advogados de Mauro Cid preparam um relatório para rebater a tese segundo a qual o tenente-coronel usou o Instagram para vazar a própria delação.

A defesa do militar sustenta que o perfil atribuído à mulher de Cid, mas que estaria sendo controlado por ele, teve acessos de Copenhague, na Dinamarca.

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Dados enviados pela Meta ao Supremo Tribunal Federal (STF) mostram que a conta foi criada com o e-mail de Cid e o telefone dele.

Mensagens divulgadas pelo advogado Eduardo Kuntz, da defesa do ex-assessor Marcelo Câmara, mostram que Cid conversou com Kuntz. Por isso, mentiu durante depoimento no STF, além de ter violado termos da colaboração premiada que firmou.

As contradições de Mauro Cid em acareação

depoimento bolsonaro
O tenente-coronel Mauro Cid e o presidente Jair Bolsonaro, durante um evento no Palácio do Planalto – 24/2/2021 | Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

Durante acareação no STF, realizada ontem, Cid voltou a se contradizer.

Veja os principais pontos:

  • Local da entrega do dinheiro: Mauro Cid apresentou três versões diferentes: garagem privativa, sala da ajudância de ordens e estacionamento ao lado da piscina;
  • Entrega do dinheiro: disse que a sacola estava lacrada, mas também alegou ter “estimado” o valor pelo peso da sacola;
  • Data: Cid não sabe precisar a data da conversa com Braga Netto sobre o pedido de dinheiro, mas afirmou que teria recebido a quantia uma ou duas semanas depois da conversa com o tesoureiro do PL. O ex-ajudante de ordens estimou que o recebimento tenha ocorrido em 9 de dezembro de 2022;
  • Provas sobre o dinheiro: não há nenhuma prova material da entrega. Cid admitiu não ter testemunhas e não se lembrar exatamente do local nem do horário;
  • Mudança de versão: inicialmente, Cid não mencionou o repasse de dinheiro à Polícia Federal no ano passado. Questionado, disse que estava “em choque” por conta da prisão de colegas militares, razão pela qual omitiu o fato.

Leia também: “Luís Roberto Barroso: ‘No tema do enfrentamento à corrupção, minha posição não prevaleceu em diversas votações. Eu lamento'”, entrevista publicada na Edição 274 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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