publicidade
No Ponto

Alcolumbre sobe o tom contra o governo Lula sobre sabatina de Messias

Presidente do Senado disse que o Poder Executivo tenta criar uma falsa narrativa para jogar a população contra o Parlamento

Senador Davi Alcolumbre | Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Neste domingo, 30, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), subiu o tom com o governo Lula.

De acordo com o parlamentar, ele repudia a atitude do Poder Executivo de atribuir ao Congresso “articulações fisiológicas” envolvendo a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Receba nossas atualizações

Conforme Alcolumbre, o PT tenta construir “a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas”. O congressista não citou nomes de pessoas.

+ Veja mais notas exclusivas e de bastidor na coluna No Ponto

Alcolumbre ainda classificou a narrativa como ofensiva não apenas à Presidência do Congresso, mas a todo o Legislativo. Para ele, trata-se de um “método antigo de desqualificar quem diverge de uma ideia ou de um interesse de ocasião”.

Davi Alcolumbre fala em “monopólio da razão”

jorge messias
O chefe da AGU, Jorge Messias, participa do painel sobre controle de constitucionalidade no 28º Congresso IDP, em Brasília — 22/10/2025 | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

O presidente do Senado observou que nenhum Poder “detém o monopólio da razão” e que não se pode permitir tentativas de desmoralização institucional. “Tampouco se pode permitir a tentativa de desmoralizar o outro para fins de autopromoção, sobretudo com fundamentos que não correspondem à realidade”, declarou.

Além disso, o congressista observou que o Palácio do Planalto nem sequer enviou a documentação que oficializa a indicação de Messias.

Nos bastidores, o movimento é visto como uma manobra da esquerda para adiar a sabatina, prevista para 10 de dezembro.

Caso o Planalto obtenha êxito, Messias teria mais tempo para virar votos, atualmente insuficientes.

Depois da reclamação pública, a ministra de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, se manifestou. Ela disse ter respeito por Alcolumbre.

Leia a nota completa

“É nítida a tentativa de setores do Executivo de criar a falsa impressão, perante a sociedade, de que divergências entre os Poderes são resolvidas por ajuste de interesse fisiológico, com cargos e emendas. Isso é ofensivo não apenas ao presidente do Congresso Nacional, mas a todo o Poder Legislativo.

Em verdade, trata-se de um método antigo de desqualificar quem diverge de uma ideia ou de um interesse de ocasião.

Nenhum Poder deve se julgar acima do outro, e ninguém detém o monopólio da razão. Tampouco se pode permitir a tentativa de desmoralizar o outro para fins de autopromoção, sobretudo com fundamentos que não correspondem à realidade.

Se é certa a prerrogativa do presidente da República de indicar ministro ao STF, também o é a prerrogativa do Senado de escolher, aprovando ou rejeitando o nome. E é fundamental que, nesse processo, os Poderes se respeitem e que cada um cumpra seu papel de acordo com as normas constitucionais e regimentais.

Feita a escolha pelo presidente da República e publicada no Diário Oficial da União, causa perplexidade ao Senado que a mensagem escrita ainda não tenha sido enviada, o que parece buscar interferir indevidamente no cronograma estabelecido pela Casa, prerrogativa exclusiva do Senado Federal.

Aliás, o prazo estipulado para a sabatina guarda coerência com a quase totalidade das indicações anteriores e permite que a definição ocorra ainda em 2025, evitando a protelação que, em outros momentos, foi tão criticada.

Portanto, o que se espera é que o jogo democrático seja conduzido com lisura. Da parte desta presidência, absolutamente nada alheio ao processo será capaz de interferir na decisão livre, soberana e consciente do Senado sobre os caminhos a serem percorridos”.

Leia também: “O Supremo tem lado”, reportagem publicada na Edição 298 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

Leia mais sobre:

5 comentários
  1. Jocelio de Abreu e Silva
    Jocelio de Abreu e Silva

    Alcolumbre, Motta, lula ,Zé Dirceu ,Messias, e etc esquerdista, conseguem divergir em alguma coisa? Sim, nos interesses próprios.

    1. Jocelio de Abreu e Silva
      Jocelio de Abreu e Silva

      O Alcolumbre quer o Pacheco.Ele tem q devolver o apoio dado na escolha dele para presidente do senado. É só por isso a resistência ao bessias.

  2. Carlos
    Carlos

    Lula e Dirceu não medirão esforços. Faz parte do projeto iniciado em 2003.

Canal Oeste
Nossos colunistas
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Augusto Nunes
Ana Paula Henkel
Guilherme Fiuza
Rodrigo Constantino
Alexandre Garcia
Antonio Cabrera
Eugênio Esber
Eugênio Esber
Evaristo de Miranda
Flávio Gordon
Roberto Motta
Miriam Sanger
Adalberto Piotto
Frank Furedi, da Spiked
Jeffrey A. Tucker.
Theodore Dalrymple
Flavio Morgenstern
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
Background
NEWSLETTER
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
Background
TELEGRAM
Cadastre-se e receba nossas newsletter com matérias exclusivas toda semana
publicidade
Background
Assine a Revista Oeste
Seja um dos brasileiros que acreditam que o bom jornalismo transforma um país.