Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, tem provas que confirmam viagem sua ao exterior antes do 8 de janeiro.
Obtidos por Oeste, os documentos mostram que Torres e sua família embarcaram para Orlando, na Flórida, dois dias antes do protesto na Praça dos Três Poderes. As passagens foram compradas por meio de uma agência de viagens. “Adicionalmente, o acusado apresenta reserva oficial de aluguel de veículo junto à empresa Sixt Rent a Car, com retirada marcada para o dia 6/1/2023 às 10h, no Orlando International Airport, local exato de chegada do voo G3 9460 da GOL”, observou a defesa. “Trata-se de documento datado de 3/12/2022, vinculado à mesma programação de viagem, e que reforça de forma inequívoca a veracidade do itinerário. A convergência de horários, datas e local reforça a coerência e autenticidade da documentação apresentada pelo acusado desde o início.”
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Nas alegações finais da ação penal que trata de suposta tentativa de golpe de Estado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) acusou Torres de apresentar um bilhete de passagem falso para justificar sua ausência no dia da manifestação.
De acordo com a PGR, o localizador MYIDST citado pela defesa não corresponde aos registros da companhia aérea Gol. Os advogados de Torres, contudo, observaram que, “por conter apenas 6 dígitos, pode ter sido reutilizado pelo sistema da companhia aérea após determinado período. Essa reciclagem automática é comum no setor aéreo e pode gerar inconsistência na busca atual, sem, contudo, comprometer a autenticidade e validade da emissão original. Trata-se de limitação do sistema e não de inexistência do registro”.
Anderson Torres citado na denúncia da PGR

De acordo com as alegações finais apresentadas pela PGR ao Supremo Tribunal Federal, o localizador indicado por Torres não condiz com seus dados e não há voos registrados no trecho Brasília/Orlando, voo G3-9460, em seu nome.
Nesta quarta-feira, 16, a agência de turismo enviou à imprensa uma declaração de emissão da passagem aérea, com localizador de voo e detalhes sobre data e horário, em nome do ex-ministro e de familiares.
Leia também: “A conta chegou”, artigo publicado na Edição 277 da Revista Oeste
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Esse PGR parece aqueles galosvelhos já meio depenados e que não servem direito nem para um caldo. Eita país esse, hein?!
Se todos esses processos fossem legais, caberia apenas uma pergunta: e daí, se viajou ou não? O pgr deveria, junto com seu dono, o advogado do pcc, procurarem uma rola para chupar, como diria o finado Boechat.