Prevista para ocorrer nesta quarta-feira, 11, a audiência sobre a extradição de Eduardo Tagliaferro foi adiada para 20 de março, na Itália, onde ele vive.
Oeste apurou que a decisão partiu da defesa do ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no exterior e no Brasil, por falta de documentos.
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Não é a primeira vez que a prorrogação ocorre. O ato deveria ter sido realizado em 17 de dezembro do ano passado.
Em virtude de problemas técnicos, porém, precisou ser remarcada para hoje, já que registros ainda tinham de ser traduzidos e apresentados à Justiça italiana.
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Nota da defesa de Eduardo Tagliaferro
A coluna também obteve, em primeira mão, a nota da defesa. Leia a seguir:
“Os advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira, regularmente inscritos na Ordem dos Advogados do Brasil, que atuam na defesa técnica de Eduardo Tagliaferro informam que a audiência anteriormente designada perante as autoridades italianas foi oficialmente adiada para o dia 20 de março de 2026.
O adiamento ocorreu a pedido da defesa constituída na Itália, com a anuência da equipe jurídica brasileira, em razão da necessidade de apresentação de documentos expedidos por autoridades públicas brasileiras devidamente apostilados e traduzidos para a língua italiana, garantindo-se a plena regularidade formal e a adequada compreensão dos elementos probatórios pelas autoridades estrangeiras.
A medida visa exclusivamente assegurar a observância do devido processo legal, da cooperação jurídica internacional e da ampla defesa, permitindo que todos os documentos relevantes sejam apresentados de forma completa, válida e tecnicamente adequada.
A defesa reitera sua confiança nas instituições e reafirma que continuará atuando com absoluta transparência e responsabilidade, mantendo a imprensa e a sociedade informadas acerca dos desdobramentos relevantes do caso”.
Pedido de extradição

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou em agosto a extradição de Tagliaferro às autoridades italianas. O ex-assessor teria supostamente atuado contra a legitimidade do processo eleitoral.
De acordo com as investigações, Tagliaferro é acusado de fazer vazarem à imprensa mensagens trocadas por juízes auxiliares de Moraes no STF e no TSE.
No episódio, que ficou conhecido como “Vaza Toga”, a Procuradoria-Geral da República atribui ao ex-assessor a prática de crimes como revelar ou facilitar a divulgação de informações sigilosas obtidas em razão do cargo público, coação no curso de processo judicial, tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e tentativa de impedir ou embaraçar investigações relacionadas ao 8 de janeiro de 2023.
Tagliaferro virou réu, depois de decisão da 1ª Turma do STF.
Leia também: “O dilema da toga”, artigo de Augusto Nunes publicado na Edição 308 da Revista Oeste
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].







































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