publicidade
No Ponto

Câmara começa a semana com ‘pauta fria’

Sem consenso entre líderes, projetos como a revisão do teto do MEI, a renegociação das dívidas rurais e o PL da Misoginia seguem sem previsão de votação

Plenário da Câmara dos Deputados
Câmara segue em ritmo lento com a chegada do recesso legislativo e início da campanha eleitoral | Foto: | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos deputados

Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você

A Câmara dos Deputados inicia a semana com uma "pauta fria", deixando de fora projetos polêmicos como a revisão do teto do Microempreendedor Individual (MEI), a renegociação das dívidas rurais e o PL da Misoginia, que ainda necessitam de consenso entre governo e oposição. A decisão visa evitar desgastes políticos, enquanto se aguarda uma nova discussão sobre a renegociação de dívidas nesta quarta-feira, 8. A pauta incluirá matérias já aprovadas em regime de urgência, como o Projeto de Lei 1.

Depois de semanas marcadas por disputas em torno da agenda econômica e de projetos considerados sensíveis, a Câmara dos Deputados começa os trabalhos desta semana com uma “pauta fria” e de menor potencial de confronto político.

A ordem do dia elaborada depois da reunião de líderes desta terça-feira, 7, deixou de fora justamente três das matérias que concentraram negociações entre governo e oposição nos últimos dias:

Receba nossas atualizações

  • a revisão do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI);
  • o projeto de renegociação das dívidas do setor rural; e
  • o chamado Projeto de Lei (PL) da Misoginia.  

+ PL da Misoginia avança na Câmara

Nos bastidores, deputados avaliam que a opção foi por uma sessão de menor desgaste político, adiando temas que ainda dependem de construção de consenso entre líderes partidários e da equipe econômica.

A revisão das regras do MEI, por exemplo, tornou-se uma das principais bandeiras da oposição e de entidades empresariais. A proposta busca elevar o limite anual de faturamento dos microempreendedores e ampliar o teto para permanência no Simples Nacional. O tema, entretanto, enfrenta resistência do Ministério da Fazenda, que alega impacto fiscal.

Outro projeto que permanece aguardando definição é o da renegociação das dívidas rurais. A matéria vem sendo discutida entre o governo, a Frente Parlamentar da Agropecuária e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em busca de um texto que permita aliviar o endividamento de produtores atingidos por eventos climáticos sem provocar resistência da equipe econômica. A previsão é que uma nova discussão com a gestão petista ocorra nesta quarta-feira, 8.

Tabata Amaral
A deputada Tabata Amaral (PSB-SP), que fez a redação do PL da Misoginia aprovada no Grupo de Trabalho, afirmou que Motta se comprometeu a votar a proposta antes do recesso legislativo, em 17 de julho | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

Também ficou fora da pauta o PL da Misoginia, que teve o regime de urgência aprovado pela Câmara na semana passada. A proposta amplia mecanismos de responsabilização para crimes praticados contra mulheres em razão do sexo ou gênero. O projeto é considerado uma das prioridades da ala esquerdista, mas ainda aguarda definição sobre o texto que será levado ao plenário. 

O que entra na pauta

Sem os projetos de maior peso político, a Câmara deve concentrar a votação em matérias já aprovadas em regime de urgência e propostas de caráter mais específico.  

+ Leia mais notícias exclusivas na coluna No Ponto

Entre elas está o Projeto de Lei 1.828/2023, que autoriza a instalação de sistemas de reconhecimento facial em estações ferroviárias e rodoviárias, vagões, vias públicas e repartições públicas para reforço das ações de segurança. A proposta tramita em regime de urgência desde o ano passado e conta com parecer favorável na Comissão de Segurança Pública, mas ainda depende da análise de outras comissões antes da votação definitiva em plenário.  

Também estão previstos projetos que endurecem a punição para abandono de animais, alteram regras da Lei de Alimentos, regulamentam o mercado de suplementos alimentares, modificam normas do FGTS, criam um sistema nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e disciplinam regras para renúncias fiscais relacionadas ao setor de energia.  

Nos corredores da Câmara, a avaliação é de que a escolha da pauta permite ao comando da Casa avançar em matérias consensuais enquanto as negociações sobre os projetos de maior impacto político continuam sendo conduzidas na Casa.

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

Leia mais sobre:

0 comentários
Nenhum comentário para este artigo, seja o primeiro.
Canal Oeste
Nossos colunistas
Foto do autor J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
J. R. Guzzo (diretor perpétuo)
Foto do autor Augusto Nunes
Augusto Nunes
Foto do autor Ana Paula Henkel
Ana Paula Henkel
Foto do autor Guilherme Fiuza
Guilherme Fiuza
Foto do autor Rodrigo Constantino
Rodrigo Constantino
Foto do autor Alexandre Garcia
Alexandre Garcia
Foto do autor Antonio Cabrera
Antonio Cabrera
Foto do autor Eugênio Esber
Eugênio Esber
Foto do autor Evaristo de Miranda
Evaristo de Miranda
Foto do autor Flávio Gordon
Flávio Gordon
Foto do autor Roberto Motta
Roberto Motta
Foto do autor Miriam Sanger
Miriam Sanger
Foto do autor Adalberto Piotto
Adalberto Piotto
Foto do autor Frank Furedi, da Spiked
Frank Furedi, da Spiked
Foto do autor Jeffrey A. Tucker.
Jeffrey A. Tucker.
Foto do autor Theodore Dalrymple
Theodore Dalrymple
Foto do autor Flavio Morgenstern
Flavio Morgenstern
Foto do autor Ubiratan Jorge Iorio
Ubiratan Jorge Iorio
publicidade
publicidade