Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
Nesta terça-feira, 7, a Defensoria Pública da União (DPU) contestou a condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pela 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por suposta coação, alegando contradições na decisão. A DPU argumentou que os ministros reconheceram a confissão do crime, mas não aplicaram a atenuante correspondente, configurando uma contradição interna no acórdão.
Nesta terça-feira, 7, a Defensoria Pública da União (DPU) apontou contradição da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) na condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por suposta coação no curso do processo.
Em recurso apresentado ao ministro Alexandre de Moraes, a instituição afirmou que os próprios ministros consideraram que o parlamentar confessou o crime, mas deixaram de aplicar a atenuante prevista no Código Penal para casos de confissão espontânea.
Receba nossas atualizações
Conforme a DPU, o colegiado utilizou as declarações do ex-deputado como fundamento para a condenação. No entanto, ao fixar a pena, concluiu que não havia circunstâncias agravantes nem atenuantes, sem explicar por que afastou a redução prevista em lei.
Por isso, a DPU sustentou que essa situação configura uma contradição interna no acórdão, além de uma omissão.
+ Veja mais notas exclusivas e de bastidor na coluna No Ponto
Para embasar a tese, citou a Súmula 545 do Superior Tribunal de Justiça, o Tema Repetitivo 1194 e precedentes do próprio STF que reconhecem a incidência da atenuante quando a confissão é utilizada para fundamentar a condenação.
“Não é a DPU que afirma que o réu tenha confessado”, afirmou a Defensoria. “Quem fez essa afirmação foram os eminentes ministros julgadores, conforme registra a fundamentação do acórdão condenatório.”
Condenação de Eduardo Bolsonaro

No mês passado, a 1ª Turma do STF condenou Eduardo a quatro anos e dois meses em regime semiaberto.
Em virtude da decisão, Eduardo fica impedido de disputar eleições por até oito anos.
Depois do entendimento do colegiado, o ex-deputado classificou o julgamento como “sem pé nem cabeça”.
“O real objetivo deste julgamento sem pé nem cabeça é apenas um: tirar meu nome das eleições”, afirmou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Leia também: “Ameaça suprema” reportagem publicada na Edição 327 da Revista Oeste
Confira ainda
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
Governo Lula libera quase R$ 34 bi em emendas antes das eleições
Comissão de Ética autoriza 3 ministros de Lula no conselho de Itaipu
Família de Charlie Kirk encara assassino pela 1ª vez em tribunal
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.