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No Ponto

Defesa de idosas do 8/1 que tiveram prisão domiciliar revogada esclarece supostos descumprimentos

Restabelecimento do regime fechado, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, ocorreu em meio à escalada de tensões com os EUA

iraci nagoshi vildete guardia
À esquerda, a dona de casa Vildete Guardia, de 74 anos, e à direita a professora aposentada Iraci Nagoshi, de 71 anos | Foto: Reprodução

A defesa da professora aposentada Iraci Nagoshi e da dona de casa Vildete Guardia, idosas condenadas pelo 8 de janeiro, esclareceu os supostos “mais de mil descumprimentos” de cautelares que veículos de comunicação noticiaram.

Na semana passada, conforme revelou a coluna, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), restabeleceu o regime fechado para ambas.

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“Durante os períodos citados como supostos ‘descumprimentos das medidas cautelares’, há registros de atestados médicos, comunicação contínua com familiares, troca de mensagens, ligações, além de testemunhos formais, mensagens e registros visuais que serão oportunamente juntados aos autos”, informou o advogado de Iraci e Vildete, em nota obtida em primeira mão por Oeste. “Este escritório reitera que não se opõe ao cumprimento da lei. Ao contrário: exige que ela seja aplicada com equilíbrio, tendo como primórdio fundamental a questão humanitária que o caso requer e respeito às garantias previstas na Constituição Federal de 1988, especialmente no que tange ao tratamento dispensado a idosos, cardiopatas e pessoas em risco. A pena não pode, sob nenhum pretexto, converter-se em sofrimento físico deliberado.”

Quando a reportagem noticiou o caso de Iraci, com exclusividade, o dono do X, Elon Musk, chegou a classificar o processo como “preocupante”.

Idosas do 8 de janeiro têm quadro de saúde delicado

8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, durante uma sessão plenária no STF – 13/3/2025 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

De acordo com atestados médicos, as idosas têm quadro de saúde delicado.

Vildete, de 74 anos, por exemplo, luta contra uma trombose. Recentemente, foi acometida por problemas neurológicos. Antes de obter prisão domiciliar, a dona de casa precisou de uma cadeira de rodas para se locomover no cárcere. Desde a segunda-feira 14, ela se encontra no Presídio Feminino de Santana (SP).

Já Iraci, de 72 anos, aguarda a chegada de agentes da Polícia Federal. Assim como Vildete, ela tem comorbidades. Conforme documentos, padece de depressão, distúrbio renal, diabetes e trombose.

Além disso, recentemente, Iraci caiu e sofreu uma fratura no braço direito. A professora aposentada se recupera ainda de uma cirurgia no fêmur.

Leia também: “O malabarismo jurídico da PGR”, reportagem publicada na Edição 278 da Revista Oeste

A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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