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O governo Lula criticou, em coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 16, a imposição dos EUA de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Os EUA justificam as tarifas com base em práticas comerciais desleais do Brasil.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva criticou a decisão dos Estados Unidos de impor novas tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira, 16, ministros classificaram a medida como “injusta”.
Os líderes das pastas acusaram Washington de tentar interferir em assuntos internos do Brasil e defenderam uma resposta diplomática, sem abrir mão da soberania nacional.
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que o governo considera o tarifaço uma tentativa de pressionar o Brasil politicamente. “Precisamos colocar em pratos claros que se trata de uma interferência norte-americana no Brasil”, afirmou. “Essa é uma forma de constranger as famílias e os empresários brasileiros.”
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Participaram da coletiva o vice-presidente Geraldo Alckmin, os ministros Márcio Elias Rosa (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e João Paulo Capobianco (Meio Ambiente), além da secretária nacional de Justiça, Maria Rosa Guimarães, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Washington afirma que as tarifas são resultado da investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. Segundo o Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR), o governo brasileiro mantém práticas consideradas desleais em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, proteção à propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol, combate à corrupção e fiscalização do desmatamento ilegal.
Os EUA consideram que as negociações realizadas ao longo do último ano não foram suficientes para resolver essas questões.
As críticas do governo Lula aos EUA
Alckmin afirmou que o Brasil continuará defendendo o multilateralismo e lembrou que o governo dispõe da Lei da Reciprocidade para responder às medidas adotadas pelos EUA.
Na mesma linha, Márcio Elias Rosa disse que a prioridade será atender os segmentos mais afetados, como madeira, máquinas, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar.
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