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O governo Lula enfrenta dificuldades para reverter o tarifaço de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros. Apesar de tentativas de diálogo com autoridades norte-americanas, as iniciativas não avançaram
O governo Lula avalia que não há uma solução imediata para reverter o tarifaço de 25% anunciado pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Fontes palacianas discutem alternativas diplomáticas e jurídicas, mas reconhecem que o cenário é complexo e que qualquer reação exigirá cautela para evitar o agravamento da crise.
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A Oeste, diplomatas do Itamaraty disseram que o Poder Executivo tentou estabelecer mais de 30 contatos com autoridades norte-americanas para negociar o tema, mas nenhuma das iniciativas avançou.
A avaliação predominante no Ministério das Relações Exteriores é a de que a decisão da Casa Branca tem “componente político mais forte do que comercial”.
“É preciso uma leitura cuidadosa sobre a medida e seu alcance para não ter ainda mais efeitos negativos”, acrescentou outro agente consular.
Governo teme ampliar tensão com os Estados Unidos
Embora o governo já tenha sinalizado que acionará a Lei da Reciprocidade Econômica, o Itamaraty avalia que uma reação precipitada pode levar o presidente dos EUA, Donald Trump, a ampliar as sanções comerciais.
Segundo as fontes, medidas no âmbito doméstico seguem em análise. Há, no entanto, a análise de que o Brasil não pode subir a retórica e se retirar das mesas de negociações.
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Mais cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião ministerial com Dario Durigan (Fazenda), Miriam Belchior (Casa Civil) e Mauro Vieira (Relações Exteriores) para definir a estratégia do governo.
A expectativa é de que o Executivo brasileiro apresente um posicionamento oficial ainda na tarde hoje. Na madrugada, minutos depois do anúncio dos EUA, Lula afirmou “não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país”.
O petista lembrou que os EUA acumularam, nos últimos 15 anos, cerca de US$ 430 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil.
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Conversa de boteco nao resolve. Tirar sarro também não. Querer provocar primeiro mundo, pior ainda . É o que nosso presidente mais faz.