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No Ponto

José Rainha recua e admite que pediu voto para Sâmia Bomfim

Deputada emprega em seu próprio gabinete Diolinda Alves de Souza, ex-mulher do invasor de terras

José Rainha, líder da FNL, durante sua participação na CPI do MST nesta quinta-feira, 3 | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

José Rainha, um dos líderes da Frente Nacional de Lutas (FNL), admitiu que pediu voto para a deputada federal Sâmia Bomfim (Psol-SP) nas eleições de 2022.

Na manhã desta quinta-feira, 3, o líder de invasões de terras depõe na CPI do MST. Inicialmente, ao ser indagado pelo relator da CPI do MST, deputado Ricardo Salles (PL-SP), o invasor não especificou ter feito campanha para a parlamentar.

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“As relações que tenho com os deputados [entre eles, a Sâmia] são fraternas”, disse a princípio José Rainha. “É a defesa da reforma agrária, mas nenhuma.”

Após a insistência de Salles — que tinha um vídeo que comprovava o pedido de voto em Sâmia –, José Rainha admitiu o feito. “Pedi voto para a Sâmia Bomfim e para outros deputados também”, declarou.

Na gravação, que data de 2022, José Rainha aparece agradecendo os votos dos “companheiros” da FNL no presidente Lula, em Fernando Haddad (então candidato ao governo de São Paulo) e nas deputadas Sâmia e Mônica Seixas (Psol-SP).

Confira o vídeo:

Ele é acusado de extorsão de fazendeiros na região do Pontal do Paranapanema, no oeste do Estado de São Paulo. O líder de invasões de terra ainda foi preso em março deste ano, mas foi solto três meses depois.

As relações entre José Rainha e Sâmia

Conhecida por apoiar as ações do MST e da FNL, Sâmia não defende José Rainha apenas no Parlamento. A deputada emprega em seu próprio gabinete Diolinda Alves de Souza, ex-mulher de Zé Rainha.

Diolinda trabalha como secretária parlamentar desde abril de 2022. Além disso, é remunerada com um salário de R$ 3,2 mil e recebe R$ 1,3 mil em auxílios.

Em 2003, a ex-mulher de José Rainha foi condenada a dois anos e oito meses de prisão por formação de quadrilha para cometer crimes em Teodoro Sampaio (SP). De acordo com Sâmia, Diolinda trabalha no interior paulista, e o crime teria prescrito.

Na “luta pela reforma agrária”, Sâmia aproveita para colar santinhos” políticos em busca da reeleição. Foi o que alguns integrantes da CPI do MST encontraram durante uma diligência em uma das invasões da FNL, localizada no município de Rosana, interior de São Paulo.

Além dos relatos de condições “sub-humanas” e de esgoto a céu aberto, foi encontrado um adesivo da campanha eleitoral de Sâmia na porta de um dos invasores.

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6 comentários
  1. Christian
    Christian

    Ela é totalmente descontrolada e um entrave dentro do congresso.
    Ele, o marginal de sempre.

  2. Paulo Roberto Vieira Camargo
    Paulo Roberto Vieira Camargo

    Essa Samia é sabidamente produto do crime. Samia e Malfeito = redundância

  3. PCC
    PCC

    Isso aí é um bandido. Vale lembrar Nelson Rodrigues, os canalhas também envelhecem.

  4. Marco Polo Gerard Bondim
    Marco Polo Gerard Bondim

    O Brasil entregue à mediocridade, corrupção e marginalidade!

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