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No Ponto

Mendonça manda investigar vazamento de dados de Vorcaro

Ministro do STF ressaltou que a apuração não deve atingir jornalistas

Ministro André Mendonça, em sessão plenária do STF — 5/6/2025 | Foto: Gustavo Moreno/STF
Ministro André Mendonça, em sessão plenária do STF — 5/6/2025 | Foto: Gustavo Moreno/STF

Nesta sexta-feira, 6, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito policial para apurar o vazamento de informações obtidas a partir da quebra de sigilo do dono do Master, Daniel Vorcaro.

Mendonça acolheu a um pedido dos advogados do banqueiro. Segundo eles, dados extraídos dos aparelhos celulares de Vorcaro foram divulgados à imprensa e “indevidamente dispersados para veículos midiáticos”.

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O juiz do STF disse que a investigação deve identificar responsáveis pela violação do sigilo entre as pessoas que tinham o dever de custodiar o material.

O ministro também ressaltou que a quebra de sigilo não transforma automaticamente as informações em dados públicos.

“A quebra do sigilo de dados relativos à pessoa investigada não autoriza o seu desvelamento”, escreveu o magistrado.

Desde ontem, a imprensa tem publicado diálogos de Vorcaro. Entre eles, há trocas de mensagens com Alexandre de Moraes.

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Mendonça ressalta questão da imprensa

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse de Cristiano Zanin como juiz da Corte - 03/08/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse de Cristiano Zanin como juiz da Corte – 3/8/2023 | Foto: Ton Molina/Estadão Conteúdo

O juiz do STF determinou que a Polícia Federal (PF) conduza o inquérito e enfatizou que a apuração não pode atingir profissionais da imprensa.

Mendonça observou que a apuração deve buscar apenas aqueles que tinham acesso direto ao material e eventualmente violaram o dever de sigilo.

“A autoridade policial deve zelar pela irrestrita observância à garantia constitucional da preservação do sigilo da fonte”, afirmou o ministro.

O magistrado acrescentou que a investigação não deve ter como alvo jornalistas que tenham recebido as informações no exercício da profissão.

Mendonça lembrou que a fiscalização tem de ser de eventuais agentes responsáveis pela guarda do material sigiloso.

A apuração ficará sob responsabilidade da Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores da PF.

Leia também: “Vá em frente, ministro”, reportagem publicada na Edição 312 da Revista Oeste

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