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No Ponto

Alcolumbre freia avanço da PEC da Escala 6x1 no Senado

Ao optar por sessões semipresenciais, o presidente da Casa atrasa movimentação do texto nesta semana

Davi Alcolumbre
A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada semanal de trabalho e prevê o fim gradual da escala 6×1 deve permanecer parada no Senado nos próximos dias.

Senadores ouvidos por Oeste avaliam que a decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), de marcar sessões semipresenciais, dificulta o avanço da matéria nesta semana. Grande parte dos senadores está nos Estados de origem. Muitos dos que permaneceram em Brasília também devem retornar às bases nos próximos dias.

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Outro fator apontado por integrantes da Casa é a falta de sinalização de Alcolumbre sobre uma nova reunião de líderes. O encontro é considerado fundamental para definir os próximos passos da proposta.

Motta, Lula e Alcolumbre: viagem estratégica para negociações futuras | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Motta, Lula e Alcolumbre| Foto: Ricardo Stuckert/PR

Governo acredita que nem Alcolumbre consegue parar a pauta

Nos bastidores, a base governista mira outra alternativa. Parlamentares ouvidos por Oeste afirmam que o governo aposta na aprovação do projeto de lei sobre o fim da escala 6×1 que tramita em regime de urgência na Câmara dos Deputados. O texto será votado nesta terça-feira, 16.

A expectativa dos aliados do Planalto é que uma eventual aprovação obrigue o presidente do Senado a enfrentar o debate. Caso contrário, a pauta da Casa ficaria travada.

O senador amapaense ainda não definiu a forma que a tramitação ocorrerá nem quem será o relator da proposta. Entre os nomes cotados estão o ex-presidente da Casa Rodrigo Pacheco (PSB-MG), amigo íntimo de Alcolumbre, e o líder do PSD, Omar Aziz (AM).

Mesmo diante das dificuldades com Alcolumbre, aliados do governo avaliam que a PEC tem forte apelo popular.

Saiba mais:

A leitura considera que 54 das 81 cadeiras do Senado estarão em disputa nas eleições de 2026 e uma posição contrária ao texto poderia custar caro a senadores em busca de reeleição. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive, trata a proposta como uma das principais bandeiras para as eleições de 2026.

O texto aprovado pela Câmara reduz gradualmente a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, amplia o descanso semanal remunerado e extingue a escala 6×1.

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A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].

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