A polêmica que envolveu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, não deverá ter repercussão jurídica contra ele, segundo o advogado Rodrigo Cyrineu, especialista em Direto Constitucional e em Direito Eleitoral. O especialista admite que a situação poderá ser investigada, mas não servirá para nenhum tipo de incriminação.
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“É possível que seja aberta uma linha investigativa no âmbito do inquérito já relatado pelo ministro André Mendonça [do Supremo Tribunal Federal], a meu ver de natureza exclusivamente criminal”, afirma Cyrineu a Oeste. “Mas, devo registrar, pelo que se viu até agora, isso apenas ocorrerá se se forçar muito a barra. Eleitoralmente, poderá haver repercussão. No aspecto jurídico, não haverá nenhuma implicação.” O advogado acrescenta: “O problema é 99% político e 1% jurídico.”
As declarações de Cyrineu se referem ao fato de, no dia 13 de maio, o site The Intercept Brasil ter revelado uma negociação entre Flávio e o então dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a captação de patrocínio para a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). As reportagens, que revelaram áudios e mensagens no WhatsApp, ocorridas entre setembro e novembro de 2025, relataram que R$ 61 milhões foram repassados pelo ex-banqueiro. Flávio negou qualquer irregularidade e disse que o financiamento não envolveu recursos públicos.
Flávio Bolsonaro se reúne com bancada do PL
Nesta terça-feira, 19, Flávio admitiu que, conforme o portal Metrópoles, havia se encontrado com Vorcaro, depois da primeira prisão do ex-banqueiro, para, segundo ele, colocar um ponto final no financiamento. Antes, no mesmo dia, em reunião da bancada federal do PL, em Brasília, a avaliação foi que Flávio não pode se esconder neste momento.
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Para Cyrineu, do ponto de vista jurídico e eleitoral, é o que deve ser feito. “Na minha opinião, Flávio Bolsonaro deve se antecipar aos vazamentos e explicar efetivamente a sua relação com Vorcaro”, disse o jurista, que completou: “Ser evasivo passará recibo de culpabilidade.”
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Mas, segundo matéria nesta mesma revista Oeste, na visita para “colocar um ponto final”, o Flávio teria viajado para São Paulo com despesas pagas pelo Senado. Mais um ponto a esclarecer, porque a viajem tinha um caráter particular.
O valor citado nas reportagens é totalmente compatível com uma produção feita nos EUA. Um filme que custa menos de U$ 30 milhões é um filme de baixo orçamento. E esse valor é exatamente para custeio de produção e remuneração de pessoas envolvidas. O que eu acho que nao deveria ter sido feito é manter encontros pessoais depois dos problemas ocorridos. Deveria ter sido um advogado contratado pela produção .