Confira o resumo que a OESTE.IA, a IA da Revista Oeste, fez pra você
A economista Daniella Marques, preferida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ser sua vice-presidente, enfrenta resistência na cúpula do PL devido à sua falta de trajetória política e projeção nacional, apesar de seu reconhecimento técnico e proximidade com o mercado financeiro
Preferida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para ser sua vice-presidente, a economista Daniella Marques enfrenta resistências na cúpula do PL.
Ex-presidente da Caixa, próxima de Paulo Guedes e respeitada pelo mercado financeiro, ela é também cotada para assumir algum posto na área econômica.
Receba nossas atualizações
+ Valdemar quer Tereza Cristina como vice de Flávio, mas cobra acerto com Michelle

Embora o PL reconheça a qualificação técnica de Daniella, a alta cúpula avalia que a falta de trajetória na política e de projeção nacional são obstáculos para qualquer projeto eleitoral de maior envergadura.
A leitura é que Daniella reúne atributos importantes para um programa robusto de governo e dialogar com empresários. Ela, contudo, não atrai muitos votos nem tem base no Parlamento.
+ ‘Michelle quer um gesto dele’, diz Valdemar sobre apoio a Flávio
Em uma disputa na qual o partido busca ampliar sua base para além do eleitorado feminino conservador, a Vice-Presidência é vista como um espaço de construção política e eleitoral.

Essa avaliação explica por que, apesar de seu nome ter ganhado força entre aliados de Flávio e integrantes do centrão, outras alternativas continuam sendo tratadas como prioritárias para a chapa presidencial.
A preferência da direção do PL segue sendo por um nome com densidade eleitoral própria, capaz de ampliar alianças e alcançar novos segmentos do eleitorado.
Durante entrevista a Oeste, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, sintetizou essa percepção ao comentar uma eventual indicação de Daniella para a vice:
“É preparadíssima”, ressaltou Valdemar. “Excelente pessoa. Maravilhosa. Mas não tem voto. E também não é conhecida no Brasil.”
Apesar da resistência à hipótese de uma candidatura, o cenário é diferente quando o assunto é um eventual governo.
Entre aliados de Flávio, Daniella continua sendo considerada uma das principais cotadas para comandar o Ministério da Fazenda — ou uma eventual superpasta da Economia — em caso de vitória da direita em 2026.
Nos bastidores, a avaliação é que sua credibilidade técnica hoje a aproxima mais da equipe de governo do que da chapa presidencial.
Quem é Daniella Marques

Administradora formada pela PUC-Rio, com MBA em finanças pelo Ibmec, Daniella Marques construiu carreira de mais de duas décadas no mercado financeiro antes de ingressar no governo Jair Bolsonaro. Foi assessora especial de Paulo Guedes no Ministério da Economia e assumiu a presidência da Caixa Econômica Federal em 2022.
Recém-filiada ao Republicanos, passou a colaborar com a pré-campanha de Flávio na elaboração de propostas econômicas, especialmente voltadas à independência financeira das mulheres.
Na Faria Lima, em São Paulo, é reconhecida pelo perfil técnico e pela capacidade de gestão, o que levou parte do mercado a enxergá-la como uma possível sucessora de Paulo Guedes à frente da política econômica de um eventual novo governo do PL.
+ Leia mais notícias exclusivas na coluna No Ponto
Confira ainda
A coluna No Ponto analisa e traz informações diárias sobre tudo o que acontece nos bastidores do poder no Brasil e que podem influenciar nos rumos da política e da economia. Para envio de sugestões de pautas e reportagens, entre em contato com a nossa equipe pelo e-mail [email protected].
Transportadoras do agro podem ter alta de 400% em impostos
Eduardo Leite apaga vídeo depois de previsão sobre Rio Taquari falhar
Petróleo ultrapassa US$ 100 com tensão no Oriente Médio; dólar sobe, e Bolsa cai
Entre ou assine para enviar um comentário.
Você precisa de uma assinatura válida para enviar um comentário, faça um upgrade aqui.