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No Ponto

Oposição aciona TCU e PGR contra gastos do governo Lula com publicidade

Representações apontam suposto excesso de R$ 167 milhões em despesas da Secom no primeiro semestre de 2026

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Ricardo Stuckert/PR

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), protocolou representações no Tribunal de Contas da União (TCU) e na Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a apuração de possíveis irregularidades nos gastos do governo federal com publicidade institucional em ano eleitoral.

Os documentos têm como alvo a Presidência da República e a Secretaria de Comunicação Social (Secom). Segundo o senador, há indícios de descumprimento dos limites legais para despesas com publicidade institucional, além de possíveis práticas de abuso de poder econômico, desvio de finalidade e improbidade administrativa.

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Na representação encaminhada à PGR, Marinho ainda pede a investigação de eventual conduta vedada pela legislação eleitoral.

De acordo com os documentos, os empenhos realizados pela administração federal com publicidade institucional somavam R$ 785,7 milhões até 18 de junho. A oposição sustenta que o valor supera em aproximadamente R$ 167,6 milhões o limite permitido para o primeiro semestre do ano eleitoral.

Segundo os cálculos apresentados, o teto aplicável seria de R$ 618,1 milhões, o que representaria um excesso de cerca de 27,1%. As representações também destacam que os gastos com comunicação social chegaram a R$ 480,4 milhões em 2025, o maior patamar da série histórica.

Marinho argumenta que o crescimento ocorreu sem circunstâncias excepcionais comparáveis a eventos como a Copa do Mundo de 2014 ou a pandemia de covid-19.

Oposição questiona campanha sobre o fim da escala 6×1

Entre os pontos citados nas representações está a campanha “Tempo com a Família”, vinculada à proposta de extinção da escala 6×1. Segundo os documentos, a iniciativa consumiu aproximadamente R$ 80 milhões, o equivalente a cerca de 11% dos gastos com comunicação social realizados em 2026.

Para Marinho, a utilização de recursos públicos para divulgar uma proposta ainda em tramitação no Congresso pode comprometer o equilíbrio do debate político e eleitoral.

As peças mencionam precedente do próprio TCU envolvendo a campanha do governo federal sobre o chamado pacote anticrime, em 2019. Na ocasião, o tribunal suspendeu a publicidade por entender que havia indícios de uso inadequado de recursos públicos para influenciar a discussão legislativa.

Com base nesse entendimento, a oposição sustenta que pode haver confusão entre publicidade institucional e promoção de agenda político-eleitoral do governo.

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No pedido apresentado ao TCU, Marinho solicita a realização de auditoria operacional e financeira emergencial na Secom, além do envio de informações detalhadas sobre os gastos com publicidade realizados nos primeiros seis meses de 2026.

O senador também pede uma medida cautelar para suspender as campanhas atualmente em circulação e requer que órgãos de controle interno, como a Controladoria-Geral da União, sejam acionados para prestar esclarecimentos.

À PGR, a oposição solicita a apuração de eventual prática de conduta vedada em ano eleitoral e a investigação de possíveis atos de improbidade administrativa relacionados ao uso de recursos públicos em campanhas que, segundo a representação, extrapolariam as finalidades previstas em lei.

Os documentos também pedem a aplicação das sanções cabíveis caso as irregularidades sejam confirmadas pelas investigações.

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1 comentário
  1. clarice Bocchese da Cunha Simm
    clarice Bocchese da Cunha Simm

    Ainda bem que estsmos exigindo ponderaçao sobre os excessos de gastos publicos do governo que se confundem com campanha eleitoral !

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