Nesta quarta-feira, 13, durante a acareação entre Marcelo Câmara e Mauro Cid, ajudantes de ordens do governo Bolsonaro, a defesa de Câmara tentará mostrar que:
- Não houve monitoramento de autoridades por parte de Câmara;
- O coronel não sabia a finalidade das informações delatadas por Cid; e
- Câmara não teve acesso à suposta minuta golpista.
“Teremos oportunidade de mostrar que Câmara não tem participação na suposta trama, no monitoramento e demais elementos colocados de forma equivocada contra ele”, disse o advogado Eduardo Kuntz a Oeste. “Estou animado em desmistificar indevidas interpretações.”
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Com tornozeleira, Câmara estará no Supremo Tribunal Federal para a audiência fechada, que começou às 11h30. Essas sessões visam a esclarecer eventuais contradições, no caso, de Cid, visto que o militar é delator.
Suposto papel de Marcelo Câmara que consta na delação

Conforme investigações, Marcelo Câmara vigiou, antes da diplomação de Lula e Alckmin em 2022, o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a chapa declarada vencedora pelo TSE.
Em depoimento, Cid disse que Câmara foi o responsável pelo “monitoramento”. De acordo com o tenente-coronel, depois desse episódio, ele pediu a Câmara para confirmar a informação.
O ex-ajudante de ordens afirmou não saber como o coronel obteve dados restritos sobre a localização do ministro, apenas que as informações foram obtidas e repassadas ao grupo.
Leia também: “A farsa escancarada do 8 de janeiro”, reportagem publicada na Edição 282 da Revista Oeste
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